quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Sobre os medicamentos utilizados no tratamento do Diabetes Tipo 2

Por Liss Bischoff

Existem basicamente duas formas usuais de tratamento medicamentoso para o Diabetes Tipo 2: o tratamento com medicamentos antidiabéticos e a administração de insulina exógena – para os casos em que o próprio corpo não tem mais condições de produzir insulina suficiente.


Primeiro é preciso entender como se desenvolve o Diabetes tipo 2.
Segundo esse texto do dr. Jason Fung (http://www.resistencia-insulina.com.br/2017/09/entendendo-como-se-desenvolve-o.html), o Diabetes tipo 2 se desenvolve em duas fases.
Na primeira fase, que dura aproximadamente 10 a 15 anos, há um aumento da resistência à insulina. Nessa fase normalmente o paciente apresenta hiperinsulinemia (excesso de insulina).
Na segunda fase do desenvolvimento do Diabetes tipo 2, a hiperinsulinemia não consegue mais acompanhar o ritmo da resistência à insulina. As células beta pancreáticas, responsáveis ​​pela produção de insulina, não conseguem mais acompanhar. Quando este mecanismo compensatório falha, a glicose no sangue aumenta rapidamente. Isso acontece porque a produção de células beta atinge o pico e, então, começa a cair. O declínio progressivo na produção de insulina é muitas vezes chamado de disfunção das células beta ou, por vezes, esgotamento pancreático.
Na primeira fase do diabetes, o declínio da função das células beta é lento, mas constante (aproximadamente 2% ao ano). Após o desenvolvimento de hiperglicemia evidente, há uma aceleração significativa (em torno de 18% ao ano) na falência das células beta.
No diagnóstico de Diabetes Tipo 2, a função da célula beta já está reduzida em 50-60% e esta redução da função das células beta parece começar 10-12 anos antes do aparecimento da hiperglicemia.