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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Diabetes - uma doença de intolerância à glicose

Diabetes – A Disease of Glucose Intolerance
by Kelley Pounds

Eu sou uma pessoa curiosa. Você pode muitas vezes encontrar eu me perguntando “por quê?” Eu questiono a maneira como as coisas estão sendo feitas e me pergunto se é o caminho certo, ou se há uma maneira melhor. Mesmo quando eu encontro a melhor maneira (para mim), e provo isso para mim mesma, às vezes tenho que reafirmar isso periodicamente para mim mesma.
Depois de alguns anos com um A1c [hemoglobina glicada] em torno de 5.0, meu médico me disse que estava removendo o diabetes da minha lista de diagnósticos (isso foi há alguns anos atrás). Ele disse “você não é diabética”. Eu sei que isso não é verdade (como você verá em breve), mas significa apenas que eu vivo dentro da minha tolerância a carboidratos, e isso faz com que PAREÇA que eu não sou [diabética]. No entanto, eu disse que estava bem com isso, mas ainda queria um exame de A1c duas vezes por ano.

Então, as coisas estão acontecendo como de costume.
Recentemente, tive a oportunidade de usar um monitor contínuo de glicose. Como educadora de diabetes, às vezes tenho acesso a gadgets interessantes. Para aqueles que não sabem como funciona um CGM, aqui está. O CGM testa a sua glicose a cada 5 minutos e a projeta em um gráfico de linha. Você pode então obter uma imagem realista do que está acontecendo com sua glicemia, 24 horas por dia.
Então, eu tinha a minha disposição uma bomba de insulina com um CGM integrado, e me deram alguns sensores e um transmissor. Então, depois de cerca de 7 anos do diagnóstico, e muitos anos em um modo de vida low carb [baixo teor de carboidratos], eu decidi fazer algumas experiências comigo mesmo. Eu estava pensando, “quão diabética eu ainda sou, depois de tantos anos de low carb?”
Comecei a usar o monitor de glicose contínuo (com a bomba de insulina desligada.) Aqui está o que meu gráfico CGM parece ser quase a maior parte do tempo. Agradável e nivelado, com açúcar no sangue normal (meu alarme baixo é ajustado em 70, alarme alto em 120). Eu permaneço nesse intervalo praticamente o tempo todo, geralmente ficando entre 75-85 no jejum e 90-105 pós as refeições. Fiquei feliz por ver isso especialmente depois de um ano tão estressante, que meu açúcar no sangue está indo bem. Você notará um pequeno aumento (cerca de 4:30), que foi uma refeição low carb (carne e salada, que tinha cerca de 15g de carboidratos de vegetais que de baixo amido).



Então eu decidi experimentar como seria como se eu comesse conforme as recomendações dadas para as pessoas com diabetes comerem. Eu ia começar devagar...
Esta foto é de uma refeição que incluía carne, salada e apenas 1 PORÇÃO (15g) de carboidratos provenientes de grãos integrais. Como vocês devem saber, eu sou “livre de grãos” em primeiro lugar e acima de tudo. Os grãos são os meus maiores desreguladores de açúcar no sangue, mais do que o açúcar.



Minha glicemia estava quase o dobro do normal para mim. Isso me diz algumas coisas. Primeiro, o mantra de “grãos integrais saudáveis ​​para o coração” é uma mentira (pelo menos para mim). E segundo, o mantra “tudo com moderação” é uma mentira (pelo menos para mim). Era apenas 1/3 xícara de grãos integrais. Eu acho que a maioria das pessoas diria que 1/3 xícara de QUALQUER COISA seria considerada moderada. Então, tudo com moderação não é bom para mim.
Ok, então é aqui que as coisas começam a ficar loucas.
Eu decidi fazer uma refeição que segue um típico conselho para diabéticos. Sim, 60g de carboidratos em uma refeição. Eu decidi não comer outros carboidratos naquele dia, então eu ainda terminaria o dia comendo low carb, mas comi os 60g inteiros em uma sentada. Além disso, comi grãos processados ​​e refinados e cerca de 3 mordidas de algo doce (“moderação”, risos).
Segurem-se nas suas cadeiras, pessoal.
Esta refeição inclui carne, salada e produtos de grãos refinados. Aqui vamos.


Se você não sabe disso, qualquer medição aleatória de glicose sanguínea acima de 200 é um diagnóstico de diabetes, independentemente do que/quando você comeu. Levou-me três horas para voltar ao normal e, mesmo 24 horas depois, ainda estava elevado, cerca de 25 pontos acima da linha de base. Eu nem posso dizer pra vocês como eu senti! Literalmente, não consegui manter meus olhos abertos às 5:30 da tarde. (Imagine quantas células dos rins, olhos e cérebro danificamos com esta experiência).
E aqui a coisa, amigos. A razão de ter sido feita a recomendação daqueles 60g de carboidratos por refeição, é porque não é incomum para o americano médio comer 150g a cerca de 200g de carboidratos em uma refeição.
Este é um lembrete muito visual para mim de que a maneira como eu escolhi administrar meu diabetes, com uma forma de comer livre de açúcar, livre de grãos e bem low carb, é realmente a melhor para mim. Eu sou uma pessoa que é extremamente sensível aos carboidratos com amido/açúcar. Também me lembra que, tendo ou não tendo o rótulo no meu quadro médico, estou plenamente consciente de que tenho diabetes. No entanto, enquanto eu mantenho meu estilo de vida low carb, não tenho evidências disso. Eu posso viver livre da preocupação de problemas relacionados ao diabetes. Em contraste, se eu viver com a “dieta padrão para diabetes” ou com a “dieta americana padrão”, eu precisaria medicação e iria me expor completamente a complicações relacionadas ao diabetes.
Se você pensar a respeito, um dos testes que usamos para diagnosticar diabetes é chamado de teste oral de TOLERÂNCIA À GLICOSE. Isso mesmo, o diabetes é uma doença da INTOLERÂNCIA À GLICOSE. Então, qual é a melhor solução para a TOLERÂNCIA À GLICOSE? Coma toda a glicose que você deseja e confie em pílulas ou injeções para minimizar os efeitos? Ou, apenas ingira menos glicose para começar...? A última solução me ajudou – uma pessoa com diabetes – a viver como uma pessoa sem a doença.
Não estou questionando se um estilo de vida low carb é melhor para diabetes, ou pelo menos melhor para mim. Eu comprovei isso para mim antes e mais uma vez. Claro, seu corpo pode reagir de maneira diferente a esses alimentos. A única maneira de você saber, é testar com frequência antes e após as refeições. Infelizmente, nem todos temos acesso a aparelhos de alta tecnologia. Mas o acesso a um medidor de glicose sanguínea é possível para a maioria das pessoas. Isso lhe dirá tudo o que você precisa saber.
De forma secundária, aprendi algumas outras coisas sobre a minha glicemia com o uso de um monitor contínuo. A proteína é minha amiga. Eu sei que muitas pessoas aí fora sentem a necessidade de limitar a proteína de forma estrita. Isso não é verdade para mim. A proteína diminui a minha glicemia pós prandial [após as refeições]. Agora, eu sei que há pessoas aí fora que dirão que é porque a proteína aumenta a insulina. Isso é verdade. Mas não estou tentando viver uma vida sem insulina, estou tentando viver uma vida de BAIXA insulina. Eu não vou me preocupar com a quantidade de insulina necessária para cobrir uma glicemia de 85-95. Com quantidades decentes de proteína, eu me sinto melhor, posso me exercitar fisicamente com força e ver melhores resultados com meu peso. Mais uma vez, sua resposta às proteínas é diferente, mas para mim, é minha amiga.
Ainda, minha glicose no sangue aumentará, não em algum momento específico da manhã, mas particularmente quando meus pés tocam o chão pela primeira vez, não importa que horas sejam. Alguém disse uma vez que esta é a maneira do seu corpo de fazer café da manhã para você, (risos). Isso me traz a confirmação de que a minha primeira refeição do dia, ao mesmo tempo em que é a minha maior refeição, também precisa ser a de mais baixo carboidrato.
Meu último experimento relacionado com alimentos foi comer uma refeição com baixo teor de carboidratos, mas com uma grande porção, para ver se apenas o tamanho da porção causaria um pico de açúcar no sangue, mesmo que a refeição fosse baixa em carboidratos. Eu fiz isso porque muitas pessoas pensam que precisam morrer de fome ou comer como um pássaro para gerenciar a glicemia. Então, eu comi uma refeição com satisfação, generosa em proteínas e com a gordura que a acompanhava, e um punhado de folhas verdes saudáveis. Isso resultou em um aumento de 10 pontos na glicemia. Isso me confirma que posso ouvir meu corpo e comer com satisfação. Claro, não há necessidade de comer demais, mas tampouco preciso morrer de fome para ser saudável.
Finalmente, descobri que a minha glicemia aumenta mais por estresse do que pelas minhas escolhas de refeições low carb. Eu vi minha glicose no sangue aumentar de 20 a 30 pontos na minha viagem ao trabalho, quando nenhum alimento estava envolvido. A minha glicemia também será de 20 a 30 pontos mais elevada pelas manhãs, quando não consigo ter pelo menos 7 horas de sono. Isso me ajuda a saber que estou no caminho certo com o aprofundamento na minha pesquisa sobre o controle do estresse e diabetes. Trabalhar com tanta força para manter a glicemia controlada com a dieta, apenas para que ela fique mal com o estresse, está atrapalhando meus objetivos.
Então estou trabalhando nesse conteúdo para esta página. E tentando não me estressar ao fazer isso, (risos) !!!
E quase esqueci uma coisa... Eu tive que voltar e adicionar isso ao meu artigo. EXERCÍCIO! O exercício é CRUCIAL para o meu gerenciamento de açúcar no sangue. Se eu pular o exercício por alguns dias, meu açúcar no sangue irá aumentar até 20-30 pontos mais na parte da manhã. Tenho notado que DURANTE o exercício, meu açúcar no sangue sobe ligeiramente, dentro de 10 pontos. Mas depois, ele diminui e ele permanece assim até o dia seguinte. Então, pessoal, não negligencie o exercício no seu tratamento de saúde.
Espero que essas informações sejam úteis para você.
Como sempre, desejando-lhe saúde contínua e felicidade!
Feliz low carbing para você !!

Adendo ao artigo: Algumas pessoas perguntaram se eu fazia “carb up” [aumento do consumo de carboidratos] antes deste experimento para acostumar meu corpo com mais carboidratos. É um conselho comum dado pessoas que fazem low carb antes de um teste de tolerância oral à glicose para comer muitos carboidratos (150-200g) por três dias antes do exame, para não ter erro no teste. Este experimento não foi para ver se eu poderia passar um teste oral de tolerância à glicose. Foi uma experiência para provar para mim que a única maneira pessoal de eu manter os níveis de glicose sanguínea normais, NÃO DIABÉTICOS, é manter um modo de vida low carb.
Um teste de tolerância oral à glicose é de 75g de carboidratos de açúcares líquidos que devem ser consumidos em 5 minutos, sem outros alimentos. Minha primeira refeição da experiência foi uma refeição padrão minha com apenas 15g de carboidratos adicionados de alimentos com amido, e minha glicemia foi quase o dobro dos meus números normais de antes da refeição. A segunda experiência de alimentação foi com 60g de carboidratos, 15g dos quais foi sem amido como de costume, e 45g foi de amido, consumidos em aproximadamente 45 minutos, juntamente com a proteína e a gordura. Nenhuma dessas refeições imita um teste oral de tolerância à glicose. Então não é a mesma coisa. Agora, se eu comesse muitos carboidratos o tempo todo, é verdade que minha resposta poderia ter sido um pouco menor. Por outro lado, se eu comesse muitos carboidratos o tempo todo, eu teria uma medição de glicose mais elevada no começo (e estaria convivendo com glicose sanguínea em níveis diabéticos o tempo todo!) Então, provavelmente eu teria ficado com números similares de pós-refeição, mas não teria começado com números normais. Eu começaria com números elevados. De qualquer maneira, NÃO HÁ MANEIRA, mesmo que eu tivesse feito “carb up” de antemão, de eu ter mantido números normais, não diabéticos, comendo 60g de carboidratos em uma única sentada.
Minha resposta é também um bom lembrete para aqueles que seguem low carb, que realmente precisa ser um modo de vida, e não uma “dieta”. E há aqueles aí fora que querem saber se devem planejar “dia do lixo” em uma alimentação low carb. Bem, se você fizer isso, esse será o resultado que você deverá encontrar, então tenha cuidado. Mais uma vez, “moderação” pode ser um problema maior do que você pensa 🙂
Não há chance de que eu colocar meu corpo três dias num experimento de comer 150-200g de carboidratos apenas para ver se a glicose terminaria com 183 em vez de 203. Apenas essa refeição me levou dois dias completos para realmente voltar para a completa normalidade. O meu experimento simplesmente serviu para reiterar o ponto de que o conselho dietético padrão para diabetes NÃO resulta em níveis de glicose sanguínea normais, NÃO DIABÉTICOS, que é meu objetivo.
***
Já se passaram alguns dias depois da minha experiência e estou prestes a dormir. (Eu permaneço acordado até tarde uma noite por semana, este é o meu dia longo.) Está na minha hora de dormir. Na segunda foto, projetei 6 horas no meu gráfico. Você está visualizando das 7 da noite à 1 da manhã. Eu comi meu jantar low carb durante esse tempo representado no gráfico. (Alguém consegue vê-lo?) 😉





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3 comentários:

  1. Sensacional seu relato. Literalmente,você não é "flex".
    Gostei demais do seu comentário em relação as proteínas serem "amigas",pois relamente são.....
    Se você gostaria de examinar um diabético do tipo 2 (pelo menos com esse diagnóstico) que está comendo quantidades muito grandes de proteínas em uma refeição, com basicamente nenhum impacto na glicemia (ou, na verdade, um impacto benéfico!) Veja o que Steve Cooksey (" Diabetes Warrior ") está fazendo. Ele faz jejum intermitente e exercícios intensos. Ele não está sentado o dia todo e consumindo grandes quantidades de proteína a cada três horas. Mas isso deve ser suficiente para colocar um selo no caixão de que "muita proteína se transforma em açúcar". Steve come muitas proteínas e está longe de todos os medicamentos contra a diabetes há anos. Na verdade, como você verá , ele está fazendo um experimento agora onde ele está comendo zero alimentos vegetais, exceto para uma taça de vinho ocasional. Sem vegetais, sem nozes, sem abacate, nada. Ele está obtendo uma porcentagem muito grande de suas calorias totais de proteínas e ele está prosperando - com açúcar no sangue totalmente normal.)

    https://www.diabetes-warrior.net/2017/06/25/i-believe-in-meat/

    Abraço.

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    Respostas
    1. Oi, Pedro! Esse relato não é meu. O texto é uma tradução. Mas eu achei muito bom porque bem o que acontece quando a pessoa (que não é flex) sai da low carb.
      Gostei da dica do site. Vou acompanhar, sim. É um assunto que me interessa.
      Obrigada! ;)

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    2. Meu Deus,agora que ví, desculpe a confusão.

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