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sexta-feira, 2 de junho de 2017

Doce, branco e mortal

Texto original de: Aline Rodrigues Teixeira

Todos os dias percebo que o senso comum acredita piamente que o açúcar é a principal fonte de energia do corpo humano. Quanto mais você come, mais energia você terá seguindo a mensagem nas propagandas de certos produtos de prateleira (Energia que dá gosto)...
A cada dia que passa a indústria alimentícia se esforça mais para encucar na cabeça da “massa” que os doces são nossa principal fonte de prazer, quando na verdade, está tornando a grande “massa” compulsiva (tendo comportamento de dependentes químicos). Isso tudo ainda vem reproduzido no discurso pseudocientífico dominante.
A grande mídia e a maioria dos profissionais da saúde ainda enxergam a “diabesidade” como um problema que afeta somente alguns indivíduos de pouca sorte genética, mesmo com tantas evidências se exibindo bem na sua frente, mostrando que em quase todas as famílias brasileiras já existe diabesidade.
Não é mais “normal” observarmos pessoas magras andando por lugares públicos. Mesmo no meio das crianças, a diabesidade vem chegando com força, com o estímulo dos pais, que ainda acreditam que para ser feliz é necessário consumir muitas balas, bombons e pirulitos (no mínimo).


É muito raro notarmos um indivíduo esbelto andando pelas ruas das grandes cidades. Se dermos uma boa olhada ao nosso redor neste momento podemos notar que todos possuem muita gordura visceral1, estão reclamando de cansaço extremo, muitos tomando diversos remédios para se manterem vivos.
No entanto, quando ouvimos o que a mídia e nossos amigos pensam sobre a low carb ainda ficamos constrangidos, somos o povo que segue a “dieta da moda”2, dizem que nos abstemos dos melhores “prazeres” da vida.
Acho bem triste e sinto pena de pessoas que amo e que quero bem (e todas as outras que não conheço pessoalmente) sendo incapazes de ter prazer se não tiver algo tão destrutivo lhes dando a sensação de alegria, a partir de uma substância que muitos neurocientistas comparam à cocaína (devido à compulsão e reações que causam no cérebro, além do alto impacto destrutivo)3. 

Além de não ser muito comum falarmos sobre o impacto que esta “moda” vem causando em nossos corpos (ceifando vidas queridas e tirando a liberdade dos que estão vivos), ainda nos olham torto, quem não consome ou controla a entrada de açúcar no corpo é chamado de “radical” no contexto do senso comum.
O desafio de se manter saudável nos dias atuais envolve 3 habilidades cognitivas:
1. Disciplina para não “ouvir” os conselhos do senso comum enquanto se aplica os princípios da low carb (e outros que julgar necessário) em seu próprio corpo. Disciplina é liberdade, já dizia o poeta.
2. Paciência para dar um passo de cada vez rumo a objetivos claros.
3. “Engajamento” crítico para enfrentar as balelas que se ouve pelo caminho, afinal de contas é necessário saber escolher bem as batalhas, enfrentando somente as mais promissoras, deixando de gastar energia com lutas “eternas” que não nos dão retorno nem trazem felicidade.
A sorte está lançada!

1                    http://www.scielo.br/pdf/abem/v49n2/a05v49n2.pdf
2                    2    Dietas de baixa ingestão de carboidrato é recomendação médica para tratamento de diversas patologias desde 1863, ou seja, existe como tratamento de saúde há 150 anos. Foi amplamente testada através de ensaios clínicos randomizados. http://smashthefat.com/science/. A pirâmide alimentar com base em carboidratos surgiu na década de 1970 e foi um verdadeiro desastre população por causar a maior epidemia de diabetes e obesidade já sofrida pela humanidade. http://www.lowcarb-paleo.com.br/2013/10/consequencias-nao-antecipadas-e.html

Aline Rodrigues Teixeira é professora de filosofia, estuda nutrição de forma autodidata há 1 ano.


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