quarta-feira, 28 de junho de 2017

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Minha experiência com as frutas

Texto original de Lissandra Bischoff

Eu sei que esse assunto é polêmico... Frutas.
Tem os radicais de um lado, dizendo que frutas aumentam a glicemia, a insulina, engordam e têm muita frutose, que tem relação com fígado gorduroso. No outro extremo temos aqueles que defendem o consumo (e até o aumento do consumo) de frutas, dizendo que são ótimos alimentos, cheios de nutrientes, vitaminas, etc., e de baixa caloria.
Onde eu me encaixo nisso? Nem em um, nem em outro extremo. Eu estou numa área cinzenta no meio que diz “tudo depende”...
Eu estudo muito sobre o assunto e costumo testar as teorias, dietas, etc., em mim mesma para ver como meu corpo reage. Eu acredito muito na INDIVIDUALIDADE.
Então, vamos por partes...

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Protein Sparing Modified Fast (PSMF)

NUTRITIOUS PROTEIN SPARING MODIFIED FAST DIET FOODS
by Marty Kendall


O Protein Sparing Modified Fast (PSMF) [a tradução livre seria algo como “jejum modificado que preserva a proteína”] é considerado por muitos como a maneira mais eficaz de perder gordura, evitando a perda de massa muscular magra e o rebote de compulsão alimentar devido a deficiências nutricionais.
Desenvolvido pela primeira vez na década de 1970, o PSMF viu várias mudanças nas clínicas de perda de peso e na comunidade body building.
Embora os detalhes variem dependendo do contexto, um PSMF é uma dieta restrita de energia com proteína adequada, enquanto restringe os carboidratos e a gordura.
Tecnicamente, o PSMF será uma dieta cetogênica porque uma quantidade significativa de gordura corporal será queimada devido à ingestão de energia restrita.
Proteína adequada é proporcionada para evitar a perda de massa muscular magra. Os suplementos são frequentemente utilizados para prevenir deficiências nutricionais.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Exames laboratoriais em Low Carb - Parte 5 - Tireoide

Low-carb Lab Testing — Part 5 — Thyroid Panel
by Amy Berger

Obs.: O post número 4 não foi traduzido porque é bastante específico para a realidade de outros países, como os Estados Unidos. Trata de orientações para que a pessoa solicite seus próprios exames laboratoriais.
Para quem tiver interesse, post nr. 4 original aqui: https://www.headsuphealth.com/blog/self-tracking/diy-lab-tests/

A função da tireoide é um tópico muito discutido no mundo de baixo teor de carboidratos. Embora a maioria das pessoas geralmente experimente perda de gordura, melhores níveis de energia e maior vitalidade geral em uma dieta de baixo carboidratos, em alguns indivíduos, as medidas dos hormônios relacionados à tireoide sugerem que uma ingestão baixa de carboidratos pode ter efeitos adversos sobre a glândula tireoide. É possível que uma maneira de comer que tenha benefícios tão maravilhosos para o corpo pode ser prejudicial para a tireoide?
Esta é a quinta parte de uma série explorando testes de laboratório para pessoas que seguem dietas com baixo teor de carboidratos. Devido aos efeitos de um estilo de alimentação low carb ou cetogênica no metabolismo geral, interpretar determinados exames laboratoriais requer uma perspectiva ligeiramente diferente em comparação com os resultados de pessoas que seguem dietas de alto carboidrato.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

De dietas de baixo teor de gordura e alto teor de carboidratos a Resistência à insulina, Fígado Gorduroso e Doença Cardíaca

From Low-Fat, High-Carb to Insulin Resistance, Fatty Liver, and Heart Disease
by Axel F. Sigurdsson MD

Recentemente, fiz um debate em uma reunião com colegas, a maioria cardiologistas e endocrinologistas, onde eu, entre outras coisas, discuti o status atual da hipótese dieta-coração e a possível relação entre nosso medo de gorduras alimentares e a epidemia de obesidade.
Após a reunião, um colega meu mais velho, velho amigo e mentor que eu respeito profundamente, se aproximou e me criticou por vários pontos que eu apresentei durante a meu discurso.
Ele disse que a mortalidade por doença cardíaca caiu drasticamente nos últimos 30-40 anos, principalmente porque conseguimos reduzir o colesterol no sangue, fazendo mudanças em nossa dieta. Ele estava bravo comigo por ter perguntado se a nossa ênfase nos produtos alimentares com baixo teor de gordura poderia nos levar a uma epidemia de obesidade, síndrome metabólica e diabetes.

terça-feira, 13 de junho de 2017

O estado alimentado e o jejum

The Fed and the Fasted State
by Jason Fung

Para entender como o corpo ganha e perde peso, você deve entender como ele usa energia. O corpo realmente só existe em um dos dois estados - o estado alimentado e em jejum. Quando comemos, o hormônio insulina aumenta e a insulina é liberada. Nesse momento todos os alimentos estimulam a liberação de diferentes quantidades de insulina, mas poucos alimentos, exceto a gordura pura, não causam liberação de insulina. A insulina é de fato um tipo de sensor de nutrientes. Percebe a ingestão de alimentos contendo carboidratos e proteínas. Os alimentos refinados, particularmente os carboidratos, causam a maior liberação de insulina.
Nossos corpos precisam de uma fonte contínua de energia para o funcionamento do metabolismo básico - mantendo o coração bombeando sangue, o fígado e os rins fazendo a desintoxicação, o pulmão sugando ar, função cerebral, etc. Obviamente, precisamos de uma fonte de energia para todo esse trabalho e deve ser continuamente acessível. Uma vez que não comemos alimentos o tempo todo, temos um sistema de armazenamento de energia alimentar (no fígado e na forma de gordura corporal) para os momentos em que não estamos comendo.
O principal erro que as pessoas cometem é acreditar que a perda de peso é um sistema de um compartimento simples. Ou seja, as pessoas pensam que todas as calorias entram em um único compartimento e são retiradas do mesmo compartimento.

Descobri que tenho resistência à insulina. E agora? O que eu faço?

Texto original de Lissandra Bischoff

“Descobri que tenho resistência à insulina. E agora? O que eu faço?”
Eu também já passei por isso e trilhei alguns caminhos tortuosos até chegar aqui.
Obs.: Se você ainda não sabe se tem resistência à insulina, leia aqui: http://www.resistencia-insulina.com.br/2016/07/como-saber-se-eu-tenho-resistencia.html

quarta-feira, 7 de junho de 2017

3 formas de regular a insulina que não têm nada a ver com comida

3 Ways to Regulate Insulin That Have Nothing to Do with Food
by Mark Sisson/ Dra. Sarah Ballantyne

O post convidado de hoje foi produzido por uma grande amiga do Mark’s Daily Apple, Dra. Sarah Ballantyne, PhD, ou como você talvez a conheça – The Paleo Mom.
A regulação dos níveis de glicose no sangue é uma característica fundamental de qualquer dieta que promova a saúde [15, 20]. Níveis elevados de glicose no sangue depois de comer são um grande estímulo para as espécies reativas de oxigênio (ERO), que são moléculas quimicamente reativas que têm papéis importantes na sinalização celular (a comunicação complexa entre células e dentro das células) e na homeostase (manutenção de um ambiente estável dentro e fora da célula). Mas as ERO também são sinais potentes de inflamação e estimulam a produção de citocinas pró inflamatórias (mensageiros químicos) e também prejudicam células e tecidos. Como resultado, níveis crônicos de glicose no sangue podem causar sérios danos em todo o corpo, inclusive para vasos sanguíneos e órgãos vitais. É por isso que o diabetes (hiperglicemia crônica) está associado a maior risco de AVC, doenças cardiovasculares, problemas de visão, doenças renais e danos nos nervos.

Exames laboratoriais em Low Carb - Parte 3 - HOMA-IR

Low-carb Lab Testing – Part 3 – HOMA-IR
by Amy Berger

Esta é a terceira parte de uma série de artigos que exploram testes laboratoriais para pessoas que seguem dietas com baixo teor de carboidratos e como essa forma de comer exige uma perspectiva ligeiramente diferente para interpretar os resultados em comparação com os resultados de pessoas que comem mais carboidratos.

Na parte 1, cobrimos testes de glicose no sangue (glicemia em jejum, hemoglobina glicada - HbA1c e frutosamina). Na parte 2, exploramos a insulina em jejum, o teste mais importante que a maioria dos médicos não está solicitando. Tomados em conjunto, estes explicam porque a glicemia em jejum e a hemoglobina A1c nas faixas “normais” nem sempre significam que a pessoa está bem em termos de sensibilidade à insulina e glicoregulação saudável. (Rota de colisão: para muitas pessoas, a insulina perigosamente alta é a única coisa que mantém os níveis de glicose em uma faixa saudável).
Ao longo desta série, enfatizamos que a saúde não pode ser determinada por uma única medida isoladamente. É um mosaico, formado por muitas partes individuais que são melhor avaliadas como um todo. Com isso em mente, vamos cavar um pouco mais fundo na relação entre glicose e insulina.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Doce, branco e mortal

Texto original de: Aline Rodrigues Teixeira

Todos os dias percebo que o senso comum acredita piamente que o açúcar é a principal fonte de energia do corpo humano. Quanto mais você come, mais energia você terá seguindo a mensagem nas propagandas de certos produtos de prateleira (Energia que dá gosto)...
A cada dia que passa a indústria alimentícia se esforça mais para encucar na cabeça da “massa” que os doces são nossa principal fonte de prazer, quando na verdade, está tornando a grande “massa” compulsiva (tendo comportamento de dependentes químicos). Isso tudo ainda vem reproduzido no discurso pseudocientífico dominante.
A grande mídia e a maioria dos profissionais da saúde ainda enxergam a “diabesidade” como um problema que afeta somente alguns indivíduos de pouca sorte genética, mesmo com tantas evidências se exibindo bem na sua frente, mostrando que em quase todas as famílias brasileiras já existe diabesidade.
Não é mais “normal” observarmos pessoas magras andando por lugares públicos. Mesmo no meio das crianças, a diabesidade vem chegando com força, com o estímulo dos pais, que ainda acreditam que para ser feliz é necessário consumir muitas balas, bombons e pirulitos (no mínimo).

Glicotoxicidade e Diabetes Dupla

Glicotoxicity and Double Diabetes- T2D 36
by Jason Fung
Tradução: André Marcanth

O paradigma da glicototoxicidade

Pelo tempo que eu tenho praticado medicina, o mantra de excelente cuidado diabético foi o controle rigoroso da glicemia. Todas as associações de diabetes, professores universitários, endocrinologistas e educadores diabéticos concordaram. A diretriz principal era “Faça essa glicose baixar para a faixa normal, a todo custo, soldado!” A única resposta aceitável era: “Sim, Senhor!” A insubordinação não era tolerada.
À primeira vista, baixar a glicemia como principal alvo terapêutico parecia bastante lógico. A premissa básica supõe que a glicemia elevada é a principal causa de morbidade. Mas lembre-se que a glicemia elevada é apenas o sintoma. No diabetes tipo 1, os níveis de insulina são muito baixos e, no diabetes tipo 2, os níveis de insulina são muito altos. O sintoma é o mesmo, mas as doenças são essencialmente opostas. Então, como o mesmo tratamento poderia ser benéfico em ambos os casos?