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domingo, 19 de março de 2017

Os altos e baixos da balança

Texto original de Lissandra Bischoff

SOBRE A BALANÇA
Volta e meia vejo gente falando do peso, que “perdeu só x quilos” ou que comeu alguma coisa “proibida” e “engordou x quilos”... enfim...
Sempre falo que a balança não é um bom parâmetro. Mas vejo que muitas pessoas continuam se prendendo a isso. Por isso, hoje eu trouxe o meu exemplo para as pessoas entenderem o que eu estou falando.
Eu venho me pesando todos os dias desde o dia 28/12/2016. O gráfico de peso (está aí embaixo) ficou parecendo um ecocardiograma (de tanto sobe e desce).  

A perda de peso não é linear. De acordo com este texto do Dr. Souto (http://www.lowcarb-paleo.com.br/2012/11/expectativas-versus-realidade.html):
“O peso flutua por outros motivos além da gordura. Somos 70% água, de modo que podemos reter mais ou menos água dependendo da quantidade de bebemos, da quantidade que suamos, da quantidade de sal que consumimos e, no caso das mulheres, do ciclo menstrual. Os alimentos que consumimos pesam e, até que seja eliminados nas fezes, os mesmos estão dentro de nós, e portanto representam peso. Assim, flutuações de até 2 quilos para cima ou para baixo podem não ser relevantes.”
Dr. Souto fala, ainda, que “de uma forma geral, há uma perda rápida nas primeiras semanas, uma perda lenta após, que culmina com a estabilização do peso após 6 meses.”
Foi mais ou menos o que aconteceu comigo. Eu comecei minha jornada de perda de peso em outubro de 2015. Perdi 5kg no primeiro mês. No segundo mês foram 2kg perdidos. Depois a balança começou a baixar cerca de 1kg por mês (em média). No total eu perdi cerca de 15 kg em 8 meses (de final de outubro de 2015 a final de junho de 2016). E aí veio o tal “platô”. Continuei fazendo minha dieta diretinho (na maior parte do tempo), mas a balança não saía do lugar. Ficou assim durante uns 6 meses. Nesse período, foi uma gangorra... Meu peso subia e descia... mas no final acabava chegando quase sempre ao mesmo lugar. Era o meu “set point”. O peso para o qual o meu corpo me levava (leia sobre isso aqui: http://resistencia-insulina.blogspot.com.br/2017/01/entendendo-o-bsw-body-set-weight-ponto.html).
Eu passei 6 meses “remando sem sair do lugar”. Meu peso parecia não querer baixar mais. Mas eu ainda não tinha chegado ao meu objetivo. Não é apenas uma questão estética, é uma questão de saúde. Meu percentual de gordura corporal ainda estava elevado.
SOBRE A ESTRATÉGIA ALIMENTAR
Em dezembro de 2016 eu resolvi fazer uma consulta médica para fazer uma avaliação geral. Precisava ver como estavam meus hormônios, pois a questão hormonal é muito importante para a perda (ou não) de peso. Tenho resistência à insulina há mais de 10 anos (aqui a minha história: http://resistencia-insulina.blogspot.com.br/2016/06/minha-historia.html) e isso também tem um papel importante nessa história.
Após fazer essa avaliação, recebi algumas recomendações da minha médica para melhorar essa parte hormonal e entrei na firme na dieta para tentar vencer o platô. Por isso comecei a registrar os números da balança diariamente a fim de acompanhar minha evolução.
Em 28 de dezembro de 2016 eu comecei uma dieta cetogênica (mais sobre isso aqui: http://resistencia-insulina.blogspot.com.br/2017/01/dieta-cetogenica-para-iniciantes.html) com menos de 50 gr. de carboidratos por dia. Lentamente, a balança voltou a responder. Fiz essa dieta durante 2 meses e depois resolvi mudar um pouco a estratégia. Acrescentei um pouco mais de carboidratos, saindo da faixa cetogênica, mas me mantendo numa dieta low carb, com consumo de até 100 gr. de carboidratos por dia (mais sobre isso aqui: http://resistencia-insulina.blogspot.com.br/2017/02/como-contar-carboidratos-em-uma-dieta.html).
Junto com essa pequena mudança na dieta (O QUE COMER) eu passei a prestar mais atenção nos horários das refeições (QUANDO COMER). Traduzi e publiquei aqui no blog alguns textos que falam dos horários da refeição e da relação disso com o nosso ciclo circadiano. Alguns estudos apontam para evidências de que para perder peso é melhor evitar comer no período noturno (restrição de intervalo da alimentação). Seguem os textos abaixo para consulta:
Assim, eu passei a encerrar meu período de alimentação mais cedo no dia e com isso eu passei a alongar um pouco mais o período de jejum noturno. O resultado pode ser observado no gráfico abaixo:
O retângulo em vermelho mostra os resultados da primeira etapa: 2 meses de dieta cetogênica. O retângulo em azul mostra os resultados da segunda etapa: 20 dias de dieta low carb em conjunto com a estratégia de restrição de intervalo da alimentação.
É possível perceber, a partir do gráfico, que a perda de peso se tornou mais acentuada na segunda etapa. Também se percebe que o peso está oscilando menos agora. O resultado disso é que o peso perdido (em quilos) em 20 dias da segunda etapa é semelhante ao peso perdido em 2 meses na primeira etapas.
Posso dizer que estou muito feliz com os resultados. E também tenho aprendido muito com essa experiência. O nível de consciência corporal que se passa a ter é algo realmente incrível. Entender como seu corpo responde a cada alimento e a cada estratégia alimentar. E assim poder descobrir o que funciona melhor pra você.

Deixo claro que não estou estimulando ninguém a fazer qualquer coisa sem orientação médica adequada. Ressalto que eu tenho acompanhamento médico e nutricional (de profissionais que conhecem low carb) e minhas experiências são compartilhadas com quem está me assistindo.
Nessa fase, eu gosto de registrar meu peso todos os dias para conseguir mensurar minha evolução conforme eu mostrei acima. Mas lembro que se você quiser acompanhar a balança diariamente (como eu fiz), tem que ter consciência de que esse “sobe e desce” vai acontecer e faz parte do progresso. Se não conseguir lidar bem com isso (se quase tem um ataque cardíaco se a balança sobe), é melhor não subir na balança com muita frequência. Uma opção, nesse caso, seria fazer uma bioimpedância de vez em quando e ver como estão indo as coisas. A bioimpedância não é um método perfeito, mas serve para você acompanhar sua evolução, pois mostra seu nível aproximando de massa magra, de gordura corporal, etc. Um nutricionista também pode lhe ajudar nesse acompanhamento com a mediação das dobras cutâneas, por exemplo (http://www.cookie.com.br/dobras-cutaneas-bioimpedancia-ou-dexa-qual-o-melhor/).


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10 comentários:

  1. Que maravilha, Liss! Realmente temos que testar...
    Para mim, o café da manhã engatilha a vontade de mascar/comer. Se tomo apenas um suco verde (não doce), vou bem até o almoço ou até o jantar (que faço às 17h30).

    Parabéns pelo resultado e pelos aprendizados!

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  2. Muito bom.Fale um pouco mais de seus horários de refeição(quantas por dia) e se faz ou segue algum protocolo de JI.Abraço.

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    Respostas
    1. Meu café da manhã tomo entre 7h e 8h. Normalmente é kefir + alguma coisa (que às vezes é castanha, às vezes abacate, às vezes ovo...). No almoço eu não poupo: um pratão de salada (sempre tem ovo na salada), um pedaço de queijo, carne (que muitas vezes é picanha) e um pouco de carboidrato (às vezes batata doce, às vezes mandioca, beterraba, etc.). E normalmente tem chocolate 85% de sobremesa (ou uma fruta).
      Eu almoço ao meio dia. Se eu não sentir fome à tarde, eu faço jejum direto até o café da manhã do dia seguinte (aí dá 19 - 20 h de jejum). Se eu sentir fome, eu procuro comer antes das 18h (antes do pôr do sol). E aí faço jejum de aproximadamente 14h até o próximo café da manhã.
      Atividade física: faço musculação 30 min - 3 vezes por semana.
      Um abraço!

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    2. Muito interessante Liss ... teoria e prática caminhando juntas ..
      Agradeço pelo sua dedicação em trazer textos tão interessantes e oportunos ...

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    3. Sua atividade física é feita em que horário?

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    4. Pedro, eu faço minha musculação no final do dia (por volta das 19h). Não costumo comer nada antes da atividade física. Às vezes como depois.

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  3. se eu como durante o dia permaneço dia todo com fome..já tenei seguir o ji conforme lagakos mas pouco consegui...sinto mais fome a noite
    hj to tentando ganhar coragem pra subir os carbos...vou ler os outros posts

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  4. o legal de tudo isso foi você querer compartilhar seu sucesso e motivar e ajudar as pessoas, parabéns...

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  5. ola Liss, fiz o teste de curva insulinica e na marca de 2h bateu 272,8 o que é muito acima de todos os gráficos que vi sobre o assunto. Consegui marcar médico só pra amanha a tarde. Será que devo ficar preocupado ?

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    Respostas
    1. Danilo, esse valor realmente é bem elevado e indica resistência à insulina. O negócio agora é agir pra mudar isso. Mas lembre-se que a melhora não ocorre da noite para o dia. Você precisa ser consistente, mudando hábitos alimentares e de vida para ter bons resultados.

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