quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Sobre os medicamentos utilizados no tratamento do Diabetes Tipo 2

Por Liss Bischoff

Existem basicamente duas formas usuais de tratamento medicamentoso para o Diabetes Tipo 2: o tratamento com medicamentos antidiabéticos e a administração de insulina exógena – para os casos em que o próprio corpo não tem mais condições de produzir insulina suficiente.


Primeiro é preciso entender como se desenvolve o Diabetes tipo 2.
Segundo esse texto do dr. Jason Fung (http://www.resistencia-insulina.com.br/2017/09/entendendo-como-se-desenvolve-o.html), o Diabetes tipo 2 se desenvolve em duas fases.
Na primeira fase, que dura aproximadamente 10 a 15 anos, há um aumento da resistência à insulina. Nessa fase normalmente o paciente apresenta hiperinsulinemia (excesso de insulina).
Na segunda fase do desenvolvimento do Diabetes tipo 2, a hiperinsulinemia não consegue mais acompanhar o ritmo da resistência à insulina. As células beta pancreáticas, responsáveis ​​pela produção de insulina, não conseguem mais acompanhar. Quando este mecanismo compensatório falha, a glicose no sangue aumenta rapidamente. Isso acontece porque a produção de células beta atinge o pico e, então, começa a cair. O declínio progressivo na produção de insulina é muitas vezes chamado de disfunção das células beta ou, por vezes, esgotamento pancreático.
Na primeira fase do diabetes, o declínio da função das células beta é lento, mas constante (aproximadamente 2% ao ano). Após o desenvolvimento de hiperglicemia evidente, há uma aceleração significativa (em torno de 18% ao ano) na falência das células beta.
No diagnóstico de Diabetes Tipo 2, a função da célula beta já está reduzida em 50-60% e esta redução da função das células beta parece começar 10-12 anos antes do aparecimento da hiperglicemia.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Os açúcares adicionados conduzem à Doença Arterial Coronariana por meio da resistência à insulina e hiperinsulinemia: um novo paradigma

Added sugars drive coronary heart disease via insulin resistance and hyperinsulinaemia: a new paradigm
by James J DiNicolantonio and James H OKeefe


“Não conheço um único estudo aceitável que mostre uma alta ingestão de açúcar em uma população que é quase totalmente livre de doenças cardíacas” .1 -John Yudkin
A Doença Arterial Coronariana (DAC) é responsável por uma em cada seis mortes nos EUA,2 e eventualmente se manifesta como um infarto agudo do miocárdio (IM). Nos EUA, quase 1 milhão de IMs agudos ocorrem a cada ano,2 com aproximadamente 15% dos pacientes morrendo como resultado de seu evento agudo.2 Se alguém consegue sobreviver a um IM agudo, dependendo da idade de início, o tempo médio de sobrevivência varia entre apenas 3,2 anos para até 17 anos.2 Assim, a DAC e o IM agudo são as principais causas de mortalidade precoce nos EUA.2

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Exame de insulina pós prandial como o biomarcador precoce para o diagnóstico de pré diabetes, diabetes tipo 2 e risco cardiovascular aumentado

Postprandial insulin assay as the earliest biomarker for diagnosing pre-diabetes, type 2 diabetes and increased cardiovascular risk
by James J DiNicolantonio, Jaikrit Bhutani, James H OKeefe and
Catherine Crofts


Introdução
Atualmente, aproximadamente um em cada 11 adultos dos EUA tem diabetes e mais de um em cada três são pré-diabéticos.1 Além disso, estima-se que aproximadamente dois em cada cinco adultos dos EUA desenvolverão diabetes, sendo a maioria desses casos diabetes tipo 2 (DT2).2 De acordo com os dados (2011-2012) publicados recentemente por Menke et al,3 14,3% dos adultos dos EUA (com mais de 20 anos de idade) eram diabéticos (9,1% eram diagnosticados como diabéticos, 5,2% com diabetes não diagnosticada) e 38% eram pré-diabéticos, totalizando 52,3% dos adultos dos EUA com pré-diabetes ou diabetes. O peso do diabetes não diagnosticado parece ter aumentado em paralelo às estimativas acima. Entre as pessoas com diabetes, mais de um terço não foi diagnosticado globalmente (36,4% (95% CI 30,5% para 42,7%)). Além disso, esse fardo era ainda maior entre participantes asiáticos não-hispânicos (50,9%; P = 0,004) e participantes hispânicos (49,0%; P = 0,02).3 Em vista disso, pode-se concluir que usar exames de Glicose em jejum, Teste de Tolerância à Glicose Oral (TTGO) [também conhecido como Curva Glicêmica] ou A1c [Hemoglobina Glicada] pode não ser a ferramenta de triagem inicial mais efetiva para o DT2. Assim, incorporar exames de insulina em jejum e, especialmente, exame de insulina após um TTGO [curva insulinêmica], como métodos de triagem aprimorados podem ajudar a aumentar a capacidade de detectar diabetes e pré-diabetes, permitindo uma intervenção precoce para prevenir complicações diabéticas.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

A toxicidade da insulina

Insulin toxicity – T2D 37
by Jason Fung

A toxicidade da insulina
O desastre da rosiglitazona [leia aqui: https://www.endocrino.org.br/rosiglitazona-posicionamento-oficial/] e o aumento de risco de morte em chocantes 22% encontrado no estudo ACCORD levou o foco dos pesquisadores para os efeitos potencialmente nocivos de alguns desses medicamentos para baixar a glicemia. A insulina era a mais antiga e a mais poderosa e chegou o tempo de considerar o paradigma da toxicidade da insulina.
O diagnóstico de hiperinsulinemia sempre foi problemático por várias razões. Os níveis de insulina variam amplamente ao longo do dia e em resposta a diferentes alimentos. A liberação de insulina, como todos os hormônios, é pulsátil, o que significa que duas medidas podem variar muito, mesmo que sejam tomadas em poucos minutos uma da outra. Um nível de insulina em jejum resolve alguns desses problemas, mas varia muito entre as pessoas e tende a refletir a resistência à insulina subjacente.
A hiperinsulinemia era considerada um problema potencial, mesmo em 1924. À medida em que os ensaios de insulina ficaram disponíveis na década de 1960, ficou claro que a resistência à insulina e a hiperinsulinemia estavam intimamente associadas. Supõe-se que a resistência à insulina provoca a hiperinsulinemia, mas o inverso também é verdade - a hiperinsulinemia pode causar resistência à insulina.
Recentemente, mais dados ficaram disponíveis para fundamentar essas preocupações. Uma vez que os pesquisadores começaram a olhar, a evidência de que a hiperinsulinemia era um problema estava em todos os lugares. Tem sido fortemente associada ao câncer, doença cardíaca, acidente vascular cerebral, diabetes tipo 2, síndrome metabólica, fígado gorduroso não alcoólico, obesidade e demência de Alzheimer.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

NOVIDADE: Resistência à Insulina agora tem um site!


Estou muito contente de contar essa novidade pra vocês!
Além do blog Resistência à Insulina (www.resistencia-insulina.com.br), que continuará contando com textos relevantes sobre resistência à insulina, diabetes, alimentação e saúde, agora contamos também com um site (www.resistencia-insulina.com):

Esse site tem o objetivo de disponibilizar conteúdo diversificado a respeito dos assuntos que tratamos no blog.
Lá você terá acesso ao livro com a coletânea dos principais textos do blog para download (www.resistencia-insulina.com/livros), os vídeos da minha apresentação no evento que ocorreu em Brasília no dia 18/11/2017 (www.resistencia-insulina.com/vídeos), as fotos do que aconteceu no evento e um PDF da minha apresentação (www.resistencia-insulina.com/notícias) e muito mais.

Então não perca tempo e vai lá conhecer.
Esse será o nosso canal de comunicação, com notícias, informações e conteúdo relevante sobre os temas de nosso interesse.
Obrigada a todos por acompanhar meu trabalho!

Liss Bischoff
Criadora do Blog Resistência à Insulina

Para ficar por dentro das atualizações,
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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Carga de insulina - a coisa mais importante desde a contagem de carboidratos?

INSULIN LOAD… THE GREATEST THING SINCE CARB COUNTING?
by Marty Kendall

Tradução e adaptação de Lissandra Bischoff
Colaboração especial de Raquel Benati - site http://www.riosemgluten.com/  (criação e imagens e tabelas complementares em português)


Em artigos anteriores, eu expus a ideia da carga de insulina [1] [2], que é semelhante à contagem de carboidratos, mas também leva em conta o efeito da proteína, das fibras e da frutose.
Carga de insulina = carboidratos totais - fibras + 0,56 x proteína

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

EVENTO INÉDITO EM BRASÍLIA

ALIMENTAÇÃO NA RESISTÊNCIA À INSULINA E EMAGRECIMENTO – FACILITANDO AS MUDANÇAS

Que tal um evento presencial onde você vai poder estar comigo e debater os principais assuntos que são apresentados aqui na página Resistência à insulina?
Que tal aprender mais sobre o seu corpo, sua saúde e sua alimentação?
Que tal começar a dar o primeiro passo em direção à mudança agora mesmo?
Sim, você pode!

Evento inédito. Em Brasília – no dia 18 de novembro de 2017.


terça-feira, 3 de outubro de 2017

Dieta vegana versus cetogênica para diabetes (versão reduzida)

VEGAN VS KETO FOR DIABETES… WHICH IS ONE OPTIMAL?
by Marty Kendall


Aqui você encontra o texto reduzido. Para o texto completo, clique aqui.

Recentemente assisti ao Mastering Diabetes teleseminar on ketogenic diets com grandes esperanças de pegar algumas joias de sabedoria das estrelas em ascensão na comunidade diabética à base de plantas.

Infelizmente, fiquei desapontado com o que ouvi.
Eu compartilhei minha frustração no Facebook.

Dieta vegana versus cetogênica para diabetes... qual é a ideal?

VEGAN VS KETO FOR DIABETES… WHICH IS ONE OPTIMAL?
by Marty Kendall


Aqui você encontra o texto completo. Para o texto reduzido, clique aqui.

Recentemente assisti ao Mastering Diabetes teleseminar on ketogenic diets com grandes esperanças de pegar algumas joias de sabedoria das estrelas em ascensão na comunidade diabética à base de plantas.

Infelizmente, fiquei desapontado com o que ouvi.
Eu compartilhei minha frustração no Facebook.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Diabetes - uma doença de intolerância à glicose

Diabetes – A Disease of Glucose Intolerance
by Kelley Pounds

Eu sou uma pessoa curiosa. Você pode muitas vezes encontrar eu me perguntando “por quê?” Eu questiono a maneira como as coisas estão sendo feitas e me pergunto se é o caminho certo, ou se há uma maneira melhor. Mesmo quando eu encontro a melhor maneira (para mim), e provo isso para mim mesma, às vezes tenho que reafirmar isso periodicamente para mim mesma.
Depois de alguns anos com um A1c [hemoglobina glicada] em torno de 5.0, meu médico me disse que estava removendo o diabetes da minha lista de diagnósticos (isso foi há alguns anos atrás). Ele disse “você não é diabética”. Eu sei que isso não é verdade (como você verá em breve), mas significa apenas que eu vivo dentro da minha tolerância a carboidratos, e isso faz com que PAREÇA que eu não sou [diabética]. No entanto, eu disse que estava bem com isso, mas ainda queria um exame de A1c duas vezes por ano.

sábado, 23 de setembro de 2017

Guia rápido para o Transporte Reverso de Colesterol

A SHORT GUIDE TO REVERSE CHOLESTEROL TRANSPORT
by Prof Grant Schofield

O colesterol é uma molécula requerida por cada célula do corpo em quantidades bastante elevadas. Pode ser facilmente sintetizado por estas células, ou absorvido pelo LDL e outras lipoproteínas ApoB, mas não pode ser quebrado. O colesterol não é solúvel na água e, portanto, deve ser transportado pelo sangue nas partículas de lipoproteínas. Quando o colesterol produzido ou absorvido pelas células do corpo torna-se excedente em relação ao que é necessário, ele é extraído pelo HDL (lipoproteínas ApoA1) e transportado para o fígado para eliminação como ácidos e sais biliares (a maior parte deste colesterol é reabsorvido e reciclado, mas há também uma quantidade variável perdida em fezes). Transporte reverso de colesterol (TRC) é o termo utilizado para esta extração do colesterol desnecessário. Aqui descrevemos uma versão simplificada do transporte reverso de colesterol, como isso foi modificado por uma nova pesquisa sobre HDL, e explicamos o efeito no TRC de aumentar ou diminuir a insulina e a sensibilidade à insulina.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Entendendo como se desenvolve o Diabetes Tipo 2

Diabetes tipo 2 é uma doença muita grave, que causa vários problemas ao corpo (http://www.resistencia-insulina.com.br/2016/10/danos-orgaos-diabetes-tipo-2.html). Normalmente o diagnóstico de Diabetes tipo 2 é dado quando a glicemia em jejum ultrapassa 126 mg/dL. No entanto, a elevação da glicemia a esse nível é A ÚLTIMA COISA QUE ACONTECE. Quando isso acontece é porque a DOENÇA JÁ ESTÁ INSTALADA HÁ MUITO TEMPO e já causou muitos danos (http://www.saudesubversiva.com.br/2016/02/14/kraft-o-pai-da-curva-insulinemica/)
Mas como se desenvolve o Diabetes tipo 2? O que acontece antes da glicemia em jejum atingir esse “número mágico” de 126 mg/dL? É importante entender isso para fazer algo a respeito o quanto antes.
Por isso eu fiz um resumo de alguns textos do dr. Jason Fung para tentar esclarecer isso um pouco melhor. Abaixo de cada trecho tem a referência ao texto original completo, pra quem quiser ler na íntegra.
Os trechos em cor de vinho foram escritos por mim.

O Diabetes tipo 2 na verdade acontece em duas fases. A primeira fase, que dura aproximadamente 10 a 15 anos, mostra um lento aumento da resistência à insulina. No entanto, o corpo compensa aumentando os níveis de insulina. Isso mantém a glicose no sangue relativamente normal.
Mas algo de repente muda após aproximadamente uma década de aumento da resistência à insulina. A hiperinsulinemia não pode mais acompanhar o ritmo da resistência à insulina. As células beta pancreáticas, responsáveis ​​pela produção de insulina, não conseguem mais acompanhar. Quando este mecanismo compensatório falha, a glicose no sangue aumenta rapidamente. Leva apenas dois anos ou algo assim antes do diabetes tipo 2 pleno ser diagnosticado.
A produção de células beta atinge o pico e, eventualmente, começa a cair. O declínio progressivo na produção de insulina é muitas vezes chamado de disfunção das células beta ou, por vezes, esgotamento pancreático. (...)

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Dica - Evite tratamentos milagrosos de perda de peso

Pro Tip: Avoid Miracle Weight Loss Cures
by Dr. Jason Fung

A Internet está cheia de promessas da maior e mais recente “droga milagrosa” ou de alimento que milagrosamente derrete a gordura teimosa. Aqui está a verdade nua e crua. Toda a noção sobre um tratamento milagroso de perda de peso é completamente absurda. Só acreditamos nisso porque queremos acreditar. No fundo dos nossos corações, sabemos que não pode ser verdade. Os seres humanos têm comido plantas e ervas desde sempre. Quais são as chances de que uma substância completamente natural e nova seja encontrada repentinamente no ano de 2017 que derreta a gordura? Isso é pura ficção científica. Na maior parte, esses suplementos dependem do conhecido efeito placebo para todos os seus benefícios.

sábado, 16 de setembro de 2017

A ligação entre doença da vesícula biliar e sensibilidade ao glúten

The Link Between Gallbladder Disease and Gluten Sensitivity
by ThePaleoMom
Tradução de: André Marcanth


(criado como uma postagem convidada para Paleo Parents).
Estima-se que a doença celíaca afeta aproximadamente 1 em cada 100 pessoas, mas apenas 5% dessas pessoas recebem um diagnóstico positivo. Isto é, em parte, porque a doença celíaca muitas não se apresenta como o que pensamos como sendo os sintomas clássicos (dor abdominal, inchaço, diarreia intermitente, perda de peso). Na verdade, mais frequentemente, a doença celíaca apresenta-se como uma coleção de sintomas que muitos médicos não associam à doença (irritabilidade ou depressão, anemia, dor no estômago, dor nas articulações, cãibras musculares, erupções cutâneas, feridas bucais, distúrbios dentários e ósseos tais como osteoporose, neuropatia e/ou deficiência de micronutrientes). No entanto, o reconhecimento e a compreensão da doença celíaca estão melhorando e cada vez mais pessoas com a doença estão recebendo diagnósticos positivos.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

DE NOVO SOBRE A BALANÇA

Texto original de Lissandra Bischoff

DE NOVO SOBRE A BALANÇA

Volta e meia vejo gente falando do peso, que “perdeu só x quilos” ou que comeu alguma coisa “proibida” e “engordou x quilos”... enfim... O tempo passa e as reclamações continuam as mesmas.

Então, eu vou recapitular algumas informações e trazer outras novas.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Como cortar gordura em uma dieta cetogênica ou low carb (e porque você poderia querer isso)

How to Cut Fat on a Ketogenic or Low Carb Diet (and Why You Might Want To)
by Amy Berger
Tradução de: André Marcanth

Reduzir a ingestão de gordura? Em uma dieta low carb ou cetogênica?
Amy, você perdeu a cabeça?
Você sabe que as pessoas usam a abreviatura “LCHF”, certo? E isso significa baixo carboidrato e alta gordura [Low Carb High Fat], certo?
Sim. Sim eu sei. Mas lembre-se do que Ted Naiman, MD, disse:
Ouvi falar de muitas pessoas que estão lutando para perder gordura corporal com uma dieta low carb ou cetogênica. E, embora existam muitas razões possíveis para isso, o mais simples, o mais óbvio e o mais comum é que elas estejam comendo gorduras demais.
Muita gordura?
Em uma dieta cetogênica?
Que loucura é essa que você está falando?
Muita gordura. Em uma dieta cetogênica.
Isso é possível. É, como eles dizem, “uma coisa”.

domingo, 13 de agosto de 2017

Qual a melhor dieta para resistência à insulina?

Texto original de Lissandra Bischoff

Qual a melhor dieta para quem tem resistência à insulina?
Já que sabemos que uma dieta com baixo de teor de carboidratos dá melhores resultados e pode, inclusive reverter quadros de resistência à insulina, pré diabetes e diabetes tipo 2. Mas quão baixo deve ser esse teor de carboidratos? Essa é uma dúvida recorrente. Então vamos tentar analisar.
Aqui (http://www.marksdailyapple.com/25-ways-to-improve-your-insulin-sensitivity/) Mark Sisson fala a respeito de 25 maneiras de melhorar sua resistência à insulina, entre elas:
“Tenha uma alimentação com baixo teor de carboidratos, mas não muito baixo.
Hã? Reduzir o carboidrato não é o melhor e mais eficaz caminho para a sensibilidade à insulina? Parcialmente, porque muitas vezes é a maneira mais fácil de perder peso. A redução de carboidratos pode e geralmente melhora a sensibilidade à insulina. Mas quando você está se alimentado com uma dieta muita baixa em carboidratos (very low carb – cetogênica), baixa o suficiente para começar a depender principalmente de cetonas e ácidos graxos livres para energia, seus tecidos periféricos entram em um estado de resistência à insulina para preservar a glicose para as partes do cérebro que a demandam. Isso é normal, e enquanto você não estiver comendo uma dieta rica em gordura e alta em carboidratos, essa resistência fisiológica à insulina não deve prejudicar.”

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Uma nutricionista explica porque você não deveria eliminar o açúcar (#SQN)

A Dietitian Explains Why You Shouldn’t Give Up Sugar
by Tom Naughton


Eu vi um debate no Facebook recentemente, em que uma mulher advertindo sobre os horrores da gordura-saturada-que-entope-artérias! respondeu a alguém que questionava seus conselhos com você sabe que está discutindo com uma nutricionista registrada, não é?
Uma nutricionista registrada?! Oh, meu Deus. Falaram os infalíveis.
Um apelo à autoridade é um argumento fraco, especialmente quando a autoridade que você está apelando é você mesmo. E, claro, sempre que eu leio, sou uma nutricionista registrada, não posso deixar de interpretar isso como obtive um diploma ao replicar o que me ensinaram em um currículo elaborado e financiado pelos fabricantes de alimentos industriais.
Há alguns bons nutricionistas aí fora. Infelizmente, também há muitos palermas com o impressionante título de nutricionista registrado. Lembrei-me disso hoje, quando um leitor enviou um link para um artigo intitulado A Month Without Sugar-One Dietician’s Day-by-Day Tell-All [Um mês sem açúcar – o dia a dia detalhado de uma nutricionista]. Vejamos algumas citações.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Uma nutricionista vegana faz uma análise do "What The Health"

A Vegan Dietitian Reviews “What the Health”
by Virginia Messina, MPH, RD

Repetidos tropeços e má ciência fazem com que o What The Health seja impossível de se recomendar

Como uma profissional de saúde vegana, às vezes me sinto mortificada em estar associada com a ciência lixo que permeia nossa comunidade. E, como ativista dos direitos dos animais, me sinto abatida por esforços de defesa que podem nos fazer parecer cientificamente analfabetos, desonestos e ocasionalmente como um culto de teóricos da conspiração.
Há um movimento crescente para criar uma abordagem mais honesta e baseada em evidências para a nutrição vegana, no entanto. E aqueles de nós que valorizam esse esforço precisam ser uma presença mais visível na comunidade dos direitos dos animais. Não podemos permitir que nossas vozes sejam afugentadas pelo ruído pseudocientífico. Precisamos que o mundo não vegano saiba que é possível apoiar os direitos dos animais, ao mesmo tempo em que adota a integridade científica.
É nesse espírito que me aventuro na discussão sobre o mais novo documentário sobre alimentação à base de plantas, What The Health.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

As hipóteses do colesterol e das calorias estão ambas mortas - é hora de focar no real culpado: a resistência à insulina

The cholesterol and calorie hypotheses are both dead — it is time to focus on the real culprit: insulin resistance
by Maryanne Demasi, Robert H Lustig, Aseem Malhotra


Evidências emergentes mostram que a resistência à insulina é o preditor mais importante de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2.

A redução agressiva do colesterol de baixa densidade (LDL-C) tem sido a pedra angular da cardiologia preventiva há décadas. As estatinas são amplamente utilizadas como a solução para a prevenção da doença cardíaca devido à sua capacidade de reduzir os níveis de LDL-C, um “marcador substituto” de doenças cardiovasculares (DCV). De fato, as estatinas são uma das classes de drogas mais amplamente prescritas no mundo. Mas esse fenômeno levanta duas questões: se justifica o entusiasmo pela redução agressiva do LDL-C?; e a farmacoterapia é superior à intervenção do estilo de vida?

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Minha experiência com as frutas

Texto original de Lissandra Bischoff

Eu sei que esse assunto é polêmico... Frutas.
Tem os radicais de um lado, dizendo que frutas aumentam a glicemia, a insulina, engordam e têm muita frutose, que tem relação com fígado gorduroso. No outro extremo temos aqueles que defendem o consumo (e até o aumento do consumo) de frutas, dizendo que são ótimos alimentos, cheios de nutrientes, vitaminas, etc., e de baixa caloria.
Onde eu me encaixo nisso? Nem em um, nem em outro extremo. Eu estou numa área cinzenta no meio que diz “tudo depende”...
Eu estudo muito sobre o assunto e costumo testar as teorias, dietas, etc., em mim mesma para ver como meu corpo reage. Eu acredito muito na INDIVIDUALIDADE.
Então, vamos por partes...

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Protein Sparing Modified Fast (PSMF)

NUTRITIOUS PROTEIN SPARING MODIFIED FAST DIET FOODS
by Marty Kendall


O Protein Sparing Modified Fast (PSMF) [a tradução livre seria algo como “jejum modificado que preserva a proteína”] é considerado por muitos como a maneira mais eficaz de perder gordura, evitando a perda de massa muscular magra e o rebote de compulsão alimentar devido a deficiências nutricionais.
Desenvolvido pela primeira vez na década de 1970, o PSMF viu várias mudanças nas clínicas de perda de peso e na comunidade body building.
Embora os detalhes variem dependendo do contexto, um PSMF é uma dieta restrita de energia com proteína adequada, enquanto restringe os carboidratos e a gordura.
Tecnicamente, o PSMF será uma dieta cetogênica porque uma quantidade significativa de gordura corporal será queimada devido à ingestão de energia restrita.
Proteína adequada é proporcionada para evitar a perda de massa muscular magra. Os suplementos são frequentemente utilizados para prevenir deficiências nutricionais.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Exames laboratoriais em Low Carb - Parte 5 - Tireoide

Low-carb Lab Testing — Part 5 — Thyroid Panel
by Amy Berger

Obs.: O post número 4 não foi traduzido porque é bastante específico para a realidade de outros países, como os Estados Unidos. Trata de orientações para que a pessoa solicite seus próprios exames laboratoriais.
Para quem tiver interesse, post nr. 4 original aqui: https://www.headsuphealth.com/blog/self-tracking/diy-lab-tests/

A função da tireoide é um tópico muito discutido no mundo de baixo teor de carboidratos. Embora a maioria das pessoas geralmente experimente perda de gordura, melhores níveis de energia e maior vitalidade geral em uma dieta de baixo carboidratos, em alguns indivíduos, as medidas dos hormônios relacionados à tireoide sugerem que uma ingestão baixa de carboidratos pode ter efeitos adversos sobre a glândula tireoide. É possível que uma maneira de comer que tenha benefícios tão maravilhosos para o corpo pode ser prejudicial para a tireoide?
Esta é a quinta parte de uma série explorando testes de laboratório para pessoas que seguem dietas com baixo teor de carboidratos. Devido aos efeitos de um estilo de alimentação low carb ou cetogênica no metabolismo geral, interpretar determinados exames laboratoriais requer uma perspectiva ligeiramente diferente em comparação com os resultados de pessoas que seguem dietas de alto carboidrato.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

De dietas de baixo teor de gordura e alto teor de carboidratos a Resistência à insulina, Fígado Gorduroso e Doença Cardíaca

From Low-Fat, High-Carb to Insulin Resistance, Fatty Liver, and Heart Disease
by Axel F. Sigurdsson MD

Recentemente, fiz um debate em uma reunião com colegas, a maioria cardiologistas e endocrinologistas, onde eu, entre outras coisas, discuti o status atual da hipótese dieta-coração e a possível relação entre nosso medo de gorduras alimentares e a epidemia de obesidade.
Após a reunião, um colega meu mais velho, velho amigo e mentor que eu respeito profundamente, se aproximou e me criticou por vários pontos que eu apresentei durante a meu discurso.
Ele disse que a mortalidade por doença cardíaca caiu drasticamente nos últimos 30-40 anos, principalmente porque conseguimos reduzir o colesterol no sangue, fazendo mudanças em nossa dieta. Ele estava bravo comigo por ter perguntado se a nossa ênfase nos produtos alimentares com baixo teor de gordura poderia nos levar a uma epidemia de obesidade, síndrome metabólica e diabetes.

terça-feira, 13 de junho de 2017

O estado alimentado e o jejum

The Fed and the Fasted State
by Jason Fung

Para entender como o corpo ganha e perde peso, você deve entender como ele usa energia. O corpo realmente só existe em um dos dois estados - o estado alimentado e em jejum. Quando comemos, o hormônio insulina aumenta e a insulina é liberada. Nesse momento todos os alimentos estimulam a liberação de diferentes quantidades de insulina, mas poucos alimentos, exceto a gordura pura, não causam liberação de insulina. A insulina é de fato um tipo de sensor de nutrientes. Percebe a ingestão de alimentos contendo carboidratos e proteínas. Os alimentos refinados, particularmente os carboidratos, causam a maior liberação de insulina.
Nossos corpos precisam de uma fonte contínua de energia para o funcionamento do metabolismo básico - mantendo o coração bombeando sangue, o fígado e os rins fazendo a desintoxicação, o pulmão sugando ar, função cerebral, etc. Obviamente, precisamos de uma fonte de energia para todo esse trabalho e deve ser continuamente acessível. Uma vez que não comemos alimentos o tempo todo, temos um sistema de armazenamento de energia alimentar (no fígado e na forma de gordura corporal) para os momentos em que não estamos comendo.
O principal erro que as pessoas cometem é acreditar que a perda de peso é um sistema de um compartimento simples. Ou seja, as pessoas pensam que todas as calorias entram em um único compartimento e são retiradas do mesmo compartimento.

Descobri que tenho resistência à insulina. E agora? O que eu faço?

Texto original de Lissandra Bischoff

“Descobri que tenho resistência à insulina. E agora? O que eu faço?”
Eu também já passei por isso e trilhei alguns caminhos tortuosos até chegar aqui.
Obs.: Se você ainda não sabe se tem resistência à insulina, leia aqui: http://www.resistencia-insulina.com.br/2016/07/como-saber-se-eu-tenho-resistencia.html

quarta-feira, 7 de junho de 2017

3 formas de regular a insulina que não têm nada a ver com comida

3 Ways to Regulate Insulin That Have Nothing to Do with Food
by Mark Sisson/ Dra. Sarah Ballantyne

O post convidado de hoje foi produzido por uma grande amiga do Mark’s Daily Apple, Dra. Sarah Ballantyne, PhD, ou como você talvez a conheça – The Paleo Mom.
A regulação dos níveis de glicose no sangue é uma característica fundamental de qualquer dieta que promova a saúde [15, 20]. Níveis elevados de glicose no sangue depois de comer são um grande estímulo para as espécies reativas de oxigênio (ERO), que são moléculas quimicamente reativas que têm papéis importantes na sinalização celular (a comunicação complexa entre células e dentro das células) e na homeostase (manutenção de um ambiente estável dentro e fora da célula). Mas as ERO também são sinais potentes de inflamação e estimulam a produção de citocinas pró inflamatórias (mensageiros químicos) e também prejudicam células e tecidos. Como resultado, níveis crônicos de glicose no sangue podem causar sérios danos em todo o corpo, inclusive para vasos sanguíneos e órgãos vitais. É por isso que o diabetes (hiperglicemia crônica) está associado a maior risco de AVC, doenças cardiovasculares, problemas de visão, doenças renais e danos nos nervos.

Exames laboratoriais em Low Carb - Parte 3 - HOMA-IR

Low-carb Lab Testing – Part 3 – HOMA-IR
by Amy Berger

Esta é a terceira parte de uma série de artigos que exploram testes laboratoriais para pessoas que seguem dietas com baixo teor de carboidratos e como essa forma de comer exige uma perspectiva ligeiramente diferente para interpretar os resultados em comparação com os resultados de pessoas que comem mais carboidratos.

Na parte 1, cobrimos testes de glicose no sangue (glicemia em jejum, hemoglobina glicada - HbA1c e frutosamina). Na parte 2, exploramos a insulina em jejum, o teste mais importante que a maioria dos médicos não está solicitando. Tomados em conjunto, estes explicam porque a glicemia em jejum e a hemoglobina A1c nas faixas “normais” nem sempre significam que a pessoa está bem em termos de sensibilidade à insulina e glicoregulação saudável. (Rota de colisão: para muitas pessoas, a insulina perigosamente alta é a única coisa que mantém os níveis de glicose em uma faixa saudável).
Ao longo desta série, enfatizamos que a saúde não pode ser determinada por uma única medida isoladamente. É um mosaico, formado por muitas partes individuais que são melhor avaliadas como um todo. Com isso em mente, vamos cavar um pouco mais fundo na relação entre glicose e insulina.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Doce, branco e mortal

Texto original de: Aline Rodrigues Teixeira

Todos os dias percebo que o senso comum acredita piamente que o açúcar é a principal fonte de energia do corpo humano. Quanto mais você come, mais energia você terá seguindo a mensagem nas propagandas de certos produtos de prateleira (Energia que dá gosto)...
A cada dia que passa a indústria alimentícia se esforça mais para encucar na cabeça da “massa” que os doces são nossa principal fonte de prazer, quando na verdade, está tornando a grande “massa” compulsiva (tendo comportamento de dependentes químicos). Isso tudo ainda vem reproduzido no discurso pseudocientífico dominante.
A grande mídia e a maioria dos profissionais da saúde ainda enxergam a “diabesidade” como um problema que afeta somente alguns indivíduos de pouca sorte genética, mesmo com tantas evidências se exibindo bem na sua frente, mostrando que em quase todas as famílias brasileiras já existe diabesidade.
Não é mais “normal” observarmos pessoas magras andando por lugares públicos. Mesmo no meio das crianças, a diabesidade vem chegando com força, com o estímulo dos pais, que ainda acreditam que para ser feliz é necessário consumir muitas balas, bombons e pirulitos (no mínimo).

Glicotoxicidade e Diabetes Dupla

Glicotoxicity and Double Diabetes- T2D 36
by Jason Fung
Tradução: André Marcanth

O paradigma da glicototoxicidade

Pelo tempo que eu tenho praticado medicina, o mantra de excelente cuidado diabético foi o controle rigoroso da glicemia. Todas as associações de diabetes, professores universitários, endocrinologistas e educadores diabéticos concordaram. A diretriz principal era “Faça essa glicose baixar para a faixa normal, a todo custo, soldado!” A única resposta aceitável era: “Sim, Senhor!” A insubordinação não era tolerada.
À primeira vista, baixar a glicemia como principal alvo terapêutico parecia bastante lógico. A premissa básica supõe que a glicemia elevada é a principal causa de morbidade. Mas lembre-se que a glicemia elevada é apenas o sintoma. No diabetes tipo 1, os níveis de insulina são muito baixos e, no diabetes tipo 2, os níveis de insulina são muito altos. O sintoma é o mesmo, mas as doenças são essencialmente opostas. Então, como o mesmo tratamento poderia ser benéfico em ambos os casos?