Receba as novidades por e-mail:

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Teste de Kraft para diagnóstico de Diabetes






“O Dr. Joseph R. Kraft desenvolveu e validou o teste final (e mais precoce) de diabetes nos anos 70. Sua pesquisa pessoal e excepcional experiência como patologista ao longo da vida o habilitou a conectar a grande maioria das doenças modernas do coração ao diabetes não diagnosticado. Kraft atingiu a idade de 95 anos em agosto de 2015, logo após eu e o Dr. Jeffry Gerber conduzirmos essa entrevista. Seu legado deve ser enorme – mas não tem sido reconhecido até agora. Por favor compartilhe o mais amplamente possível a fim de corrigir essa injusta de categoria; você também estará ajudando o mundo a entender como o Diabetes Tipo 2 pode ser APROPRIADAMENTE diagnosticado e resolvido. Com a diagnóstico precoce de Kraft, e a constatação emergente que o diabetes pode ser prevenido por meios específicos de dieta, nós podemos salvar milhões de morte cardíaca desnecessária.”

(Ivor Cummins)




A seguir, a trechos da introdução feita por Ivor Cummins no vídeo da entrevista com o Dr. Kraft:

Muitos ainda acreditam que o diabetes tipo 2 é uma doença de “alta glicose no sangue”. Mas isso não é verdade. A verdadeira causa do diabetes tipo 2 tem suas origens em “níveis elevados de insulina no sangue” e resistência à insulina. E isso precisa ser verificado para se diagnosticar e corrigir o diabetes em seu estágio inicial.

Vamos dar uma olhada na estratégia de Kraft para diagnosticar diabetes e doenças cardíacas e como evitar o desenvolvimento de ambos. O diagnóstico do diabetes é crucial. Se não puder ser medido, como é possível tomar medidas para corrigi-lo?

Primeiro temos o teste comum de glicemia em jejum, no qual você faz jejum durante a noite e então é coletada uma amostra de sangue. Esse é um teste muito pobre para diagnosticar o diabetes. Cerca de 90% das pessoas com resultado positivo no teste apropriado de Kraft não apresentaram alterações nesse teste. Então a maioria [dos casos de diabetes] não é detectada. No momento em que a glicose em jejum está fora de controle, você já tem estado diabético por um longo, longo tempo.

Agora nós vemos o teste menos comum de tolerância à glicose [Curva glicêmica]. Você pode vir a fazer esse se o teste de glicemia em jejum der positivo. Neste, você toma 100g de glicose e então é verificado seu nível de glicose no sangue em intervalos regulares. Ele é mais útil do que o teste de glicemia em jejum. Mas mais do que 50% das pessoas com resultado positivo no teste apropriado de Kraft tiveram resultado negativo nesse teste. Então ele não detecta muitos [dos casos de diabetes]. No momento em que a sua tolerância à glicose está fora de controle, significa que você já tem estado diabético por um longo tempo.

Agora nós temos o teste de Kraft, o único que diagnostica adequadamente a doença de “hiperinsulinemia” do diabetes. Similar ao exame de tolerância à glicose, você toma 100g de glicose no início, mas crucialmente são medidos os níveis de insulina sérica ao longo do tempo. Esse exame atinge um nível de extrema precisão para identificar diabetes. Esse é o teste que diz se você está exposto à doenças cardíacas e muitas outras doenças relacionadas à hiperinsulinemia. Esse é um diagnóstico apropriado para diabetes. 


Vamos ver agora os padrões de resposta que podem ser obtidos no teste de resposta à insulina de Kraft [Curva insulinêmica].
O padrão I, apresentado aqui, é saudável, com uma baixa resposta insulínica à glicose. Kraft chama isso de Euinsulinemia ou verdadeiramente “não diabético”. Suas artérias estão fora de perigo e suas chances de doença são absolutamente minimizadas.


Em seguida vemos o Padrão II com uma distinta resposta mais alta à glicose. Isso é Hiperinsulinemia ou verdadeiramente “diabetes in situ”. Suas artérias não estão seguras e a probabilidade de doenças crônicas está aumentando.


O padrão 3 é similar: hiperinsulinemia, e é essencialmente diabetes ou diabetes in situ. Você tem uma alta resposta insulinêmica, com uma queda tardia. Suas artérias estão inflamadas e as várias doenças crônicas associadas ao diabetes estão a caminho.


Padrão IV tem uma resposta insulínica muito alta, com uma queda dramaticamente lenta. Isso também é hiperinsulinemia e diabetes in situ. E aqui suas artérias estão realmente em chamas. Doenças crônicas já se instalaram.


Então nós temos um claro padrão de resposta saudável no mais importante teste de saúde que você pode ter. E três de inequívoca presença de doença.



O Kraft testou 14.384 pessoas dessa maneira ao longo de 30 anos. Então qual a proporção de pacientes com resultados normais de glicose eram, na verdade, diabéticos de acordo com teste correto?

A resposta é: mais de 75%. Essas pessoas tinham resultados normais de glicose, mas elas não estavam bem. Elas estavam diabéticas.


Kraft teve uma carreira extraordinária em patologia também e encerraremos a introdução com as conclusões de suas investigações em mais de 3.000 autópsias que ele conduziu pessoalmente:

Primeiramente, os danos do diabetes são vasculares ou arteriais. Deve-se presumir que qualquer um com esses danos é “diabético”, a menos que o exame de resposta insulinêmica de Kraft der negativo, com Padrão I de resposta.

Em segundo lugar, o dano vascular começa ANTES que a glicose esteja marcadamente elevada. Aqui Kraft evocou o trabalho do patologista Kimmelsteil, que claramente identificou danos vasculares nos rins por hiperinsulinemia antes do paciente apresentar elevação dos níveis de glicose. A doença de Kimmelsteil-Wilson é aceita como diagnóstico de diabetes. Na realidade, é a única patologia classificada como sendo típica de diabetes.

Finalmente, o diabetes leva doenças a todas as artérias, dos vasos principais do coração aos minúsculos capilares da retina e de outras partes. O oftalmologista pode efetivamente diagnosticar o diabetes por esses danos antes das pessoas apresentarem glicose elevada no teste de glicemia.

Além disso, Kaft também identificou lesões nos capilares do septo interventricular, onde o ritmo do coração é controlado e mantido. Ele propôs que esse também é um dos locais que a hiperinsulinemia atinge e mata por meio da arritmia, que leva milhões de pessoas à morte cardíaca súbita.  



Afirmação de Kaft: “Aqueles com doença cardiovascular que não foram identificados com diabetes... simplesmente não  foram diagnosticados”.



Obs.: Registro que, além dos 4 padrões de resposta insulinêmica apresentados por Ivor Cummins em seu vídeo, o livro de Dr. Kraft apresenta também o Padrão V, que é de Hipoinsulinemia, que representam os indivíduos com Diabetes Tipo 1, ou seja; possuem deficiência de insulina, razão pela qual precisam utilizar a insulina injetável.

Em posts futuros falaremos mais sobre o trabalho de Kraft, sobre o que são considerados níveis “normais” de glicose e de insulina.

Recomendo a todos que puderem que assistam o vídeo da entrevista com o Dr. Kraft.

Quando eu assisti esse vídeo eu me dei conta do tamanho do problema em que eu estava metida. Eu nunca fiz o teste de Kraft (curva insulinêmica), pois já ouvi dizer que indivíduos que praticam low carb (dieta de baixo carboidrato) podem passar mal nesse teste (uma vez que a dose de glicose que se tem que consumir é bem alta). Mas não preciso nem fazer pra saber que me encaixo no Padrão IV. Nesse padrão, a insulina já começa com um nível mais elevado. Como a minha insulina basal (em jejum) já é normalmente alta, não tem jeito da minha curva insulinêmica se encaixar em um dos outros padrões (que partem de um nível de insulina mais baixo e depois aumentam).

Pra quem faz teste de glicose cujos resultados são considerados “normais”, deve ficar atento a isso. Conforme já explicado em posts anteriores, o aumento do nível de glicose no sangue é a última coisa que acontece. Quando isso acontece, significa que você já está diabético há muito tempo (e, na maioria das vezes, não sabia). Quando isso acontece, vários danos já foram causados ao seu organismo, como Ivor Cummins explica no vídeo.

Só o diagnóstico precoce pode mudar essa história. Assim, as pessoas vão se dar conta da sua real situação e começar a adotar já as mudanças necessárias em seu estilo de vida para consertar as coisas enquanto é tempo.




Esse assunto é novo pra você? Comece aqui.




Próximo post.



Para ficar por dentro das atualizações,
CURTA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK:
PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO FACEBOOK:
E SE INSCREVA NO NOSSO CANAL NO YOUTUBE:


3 comentários:

  1. Ótimo artigo. Enquanto isso, na vida real do nosso Brasil, ao ouvir uma solicitação de exame de insulina em jejum, a médica falou para meu primo que ele não precisava se preocupar com isso, já que sua glicose estava normal. Inclusive demonstrou ter ficado um pouco ofendida por seu paciente ter pesquisado sobre o assunto e ousar pedir um exame "diferente".

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bem isso, Mauricio! Já aconteceu comigo. Pedi um exame de insulina basal pro meu antigo cardiologista e ele respondeu: "Não precisa. Isso não serve pra nada." Conclusão: ele não fez a requisição...

      Excluir
  2. Obrigado por mais esta tradução ...

    ResponderExcluir