quarta-feira, 20 de julho de 2016

RESISTÊNCIA À INSULINA: O que aprendemos até agora?



- O que é a resistência à insulina e como ela está associada à Síndrome Metabólica – Post 4

- Que a insulina é um hormônio hipoglicemiante (baixa o nível de glicose no sangue após as refeições), mas é também um regulador chave do metabolismo energético, e é um dos hormônios fundamentais que promovem a acumulação e o armazenamento de gordura no corpo – Post 5

- Como desenvolvemos resistência à insulina – Post 6

- A relação direta entre resistência à insulina e o diabetes – Post7

- O exame apropriado para diagnóstico do diabetes (Teste de Kraft) – Post 11

- O que é considerado glicose em jejum “normal” (lembrando que normal não significa IDEAL) – Post 12

- O que é considerado insulina em jejum “normal” (lembrando que normal não significa IDEAL) – Post 13

- Quais os exames que indicam se você tem resistência à insulina – Post15

- O novo paradigma da resistência à insulina, segundo o Dr. Jason Fung – Post 3

- A relação entre resistência à insulina e hipertensão arterial – Post 8

- Como uma alimentação incorreta faz com que o diabetes piore cada vez mais, se tornando uma doença progressiva – Post 10

- Como podemos reverter o diabetes (o guia de início rápido do Dr. Jason Fung) – Post 9

- Um exemplo real de alguém que conseguiu reverter o diabetes por meio da mudança de estilo de vida (alimentação e exercícios físicos) – Post14


Agora que nós já entendemos a relação entre a resistência à insulina e o diabetes, vamos passar a ver outro aspecto desse tema: a relação entre a resistência à insulina e a OBESIDADE. Sim! Tem relação! E muita!

A partir de amanhã teremos a tradução da série de posts do Dr. Jason Fung sobre OBESIDADE.

O Dr. Jason Fung é autor do livro The Obesity Code: Unlocking the Secrets of Weight Loss (https://www.amazon.com.br/Obesity-Code-Unlocking-Secrets-Weight-ebook/dp/B01C6D0LCK/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1465413172&sr=8-1&keywords=obesity+code) e do site Intensive Dietary Management (https://intensivedietarymanagement.com/)


Eu cresci em Toronto, Ontário, Canadá. Eu fui para a Universidade de Toronto aos 17 anos para iniciar os estudos em Bioquímica. Aos 23, eu terminei a faculdade de medicina na Universidade de Toronto, e comecei a minha residência médica lá.

Terminando a minha especialidade de Medicina Interna, eu escolhi Nefrologia (doença renal) como o minha subespecialidade. Cada campo da medicina interna cria as suas próprias personalidades. Nefrologistas tinham a reputação de ser uma especialidade de ‘pensadores’. Há uma série de complexidades de fluídos e eletrólitos, e eu gostei destes enigmas. Estudei Nefrologia na Universidade da Califórnia, Los Angeles principalmente no Cedars-Sinai Hospital e no VA Wadsworth. Olhando para trás, percebo que deve ter sido um pouco desconcertante para os pacientes do hospital serem tratados por um médico que parecia ter cerca de 18 anos de idade.

Voltei para Toronto em 2001 para começar a minha carreira em Nefrologia, onde eu ainda tenho um escritório e uma prática hospitalar. A diabetes Tipo 2 é de longe a principal causa de doença do rim, e eu trato muitas centenas de pacientes com esta doença. Muitos também têm obesidade. No início do ano de 2010 meu interesse em nutrição, combinado com o meu foco profissional em obesidade e diabetes tipo 2, tinham me levado diretamente para o quebra-cabeça da diabesidade [diabetes + obesidade].




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4 comentários:

  1. Liss, mi há glicemia em jejum é 96 e meu médico não quis pedir a curva insulinemica. Tenho disfunção renal inicial provavelmente causada por hiperuricemia. Vc acha que a resistência a insulina pode ser a responsável por esta alta do ácido úrico? Tenho crises de gota esporádicas e gostaria de descobrir e tentar resolver este problema não atravez de remédio ( alopurinol ) que não resolve mas descobrir o que está causando esta alta. Li em algum dos artigos do seu blog alguma relação entre hiperuricemia e resistência a insulina. Poderia me dar alguma dica de artigos que conheça a respeito?

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    Respostas
    1. Desculpe a demora em responder, Fernando.
      Você pode, inicialmente, fazer um exame de insulina basal. Se o médico não quiser fazer a solicitação, você pode fazer no laboratório sem requisição médica (mas aí o convênio de saúde normalmente não cobre).
      Aqui em Brasília eu pago em torno de 80 reais por um exame de insulina basal quando faço sem requisição médica.
      Se a insulina basal der muito alta (acima de 8 é uma boa referência), significa resistência à insulina. Eu cheguei a ter insulina basal acima de 30, o que é hiperinsulinemia.
      Eu já vi palestras de médicos experientes na área falando da relação entre hiperinsulinemia e problemas renais. Você pode pesquisar na internet sobre isso. Mas a maioria é em inglês.
      O próprio dr. Jason Fung é médico especialista em rins. E começou a estudar a obesidade e a resistência à insulina por causa dos casos que ele encontrava na sua prática médica.
      Vale a pena pesquisar e estudar mais sobre isso. É possível que tenha relação, sim.

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    2. Veja um artigo em português sobre o assunto (http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302006000200022):
      "HIPERURICEMIA

      Elevações nas concentrações séricas de ácido úrico são comumente vistas em associação com intolerância à glicose, dislipidemia e hipertensão arterial, e há correlação significativa entre estas concentrações e resistência à insulina ou níveis de insulina no TOTG (16). Há evidências de que a insulina reduz o clearance urinário de ácido úrico (17). É interessante que indivíduos assintomáticos com hiperuricemia apresentam menor sensibilidade à insulina que indivíduos sem hiperuricemia. Assim, a hiperuricemia parece ser um componente das anormalidades da síndrome de resistência à insulina, explicando melhor a associação de elevação dos níveis de ácido úrico e doença cardiovascular."

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