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quinta-feira, 9 de junho de 2016

MINHA HISTÓRIA


Atualização em agosto/2017

Em 2015 eu vi minha saúde indo para o “fundo do poço”. Tinha enxaqueca, dores de cabeça 3 a 4 vezes por semana. Em alguns dias eu tomava 1, 2, 3 analgésicos e a dor não cessava. A pressão arterial estava sempre alta – mesmo tomando medicamento pela manhã e pela noite, parecia que não era suficiente para mantê-la sob controle. Tomava metformina (Glifage) para manter a glicose e a insulina sob controle. Não fazia nenhum tipo de atividade física por causa das constantes dores de cabeça. E sentia-me cansada o tempo todo, com dores pelo corpo e dificuldades para dormir.

Na época eu tinha apenas 40 anos e todos esses problemas de saúde. Além de estar muito acima do peso. Eu sabia que precisava emagrecer para melhorar a minha saúde. Mas já tinha tentando isso antes. Dieta de 1.200 calorias por dia, “coma pão integral com requeijão light, iogurte desnatado, barrinha de cereal”... Passava fome, emagrecia no máximo 5kg e depois engordava tudo de novo.

Era deprimente pensar em entrar em mais uma dieta... de novo... Além disso, eu não achava que eu fosse conseguir sozinha. Já tinha tentado isso antes e nunca funcionou direito. Precisava de um “empurrão” inicial, perder alguns quilos para depois conseguir me virar sozinha. Foi assim que eu dei o primeiro passo e, em final de outubro de 2015, eu resolvi passar 10 dias num spa. Esse spa seguia uma alimentação vegana. No almoço e no jantar, salada (de entrada) e pratos quentes com bastante legumes e verduras. Durante o resto do dia, apenas frutas e sucos. Era o meu pior pesadelo!!! Eu tinha medo de ter uma hipoglicemia e desmaiar (olha o que a insulina faz com a gente!). E eu sempre detestei salada!!! Mas eu fui pra lá com o firme propósito de enfrentar isso, perder algum peso e melhorar minha saúde. Saí de lá com 2 kg a menos. Mas o melhor retorno pra mim foi ter “aprendido a comer salada”. Foi um importante passo na direção correta.

De volta à minha rotina diária, passei a incorporar a salada nas minhas refeições. Também tentava (tentava...) cortar os doces (açúcar). Mas era difícil demais.

As coisas começaram a mudar mesmo quando eu conheci o livro “Barriga de Trigo”, do William Davis (https://www.amazon.com.br/Barriga-trigo-Livre-se-livre-se-descubra-ebook/dp/B013RVAEKE/ref=sr_1_1?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1465459848&sr=1-1&keywords=barriga+de+trigo)). O livro traça uma relação entre a obesidade (e vários outros problemas de saúde) e o glúten. Comecei a ler e fiquei impressionada com as afirmações do autor sobre os problemas que o glúten pode trazer para a nossa saúde. Imediatamente eu resolvi cortar o glúten da minha alimentação para ver o que acontecia. O resultado eu nem podia imaginar! Primeiro, comecei a perder peso de forma consistente. Depois de algumas semanas, minhas dores cabeça incapacitantes, que me acompanhavam desde a adolescência, sumiram!!! Eu tinha tentando todos os tipos de tratamento, com diferentes médicos e nenhum resolveu o problema. E, de repente, foi só eliminar o glúten da minha alimentação e a enxaqueca se foi (como em um passe de mágica). Isso mudou minha vida (de verdade!). Eu achava que a enxaqueca era um problema crônico que eu iria carregar comigo pelo resto da minha vida. Os médicos me diziam que “não tinha cura”. Eu nem imaginava que a solução era tão simples e estava ao meu alcance o tempo todo. Só faltava a informação!!! (aí caiu a ficha!)

Quando eu pude comprovar que as teorias do autor realmente faziam sentido pra mim, eu passei a ler e pesquisar mais sobre o assunto. Li outro livro importantíssimo sobre obesidade, “Por que engordamos e o que fazer para evitar?”, do Gary Taubes (https://www.amazon.com.br/Por-engordamos-fazer-para-evitar-ebook/dp/B00Q3F37DS/ref=sr_1_1?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1465460019&sr=1-1&keywords=porque+engordamos). Com ele descobri que o problema, no meu caso, não era só o glúten. O autor afirma que os carboidratos elevam a glicose no sangue e disparam o mecanismo da insulina. Portanto, comendo carboidratos em excesso, com passar do tempo, você começa a apresentar Resistência à Insulina - RI e esse é o primeiro passo para o diabetes. Eu tinha sido diagnosticada com RI e já estava tomando medicamento pra isso. Mas, até aquele momento, eu não sabia exatamente o que era isso e quais as implicações disso na minha vida.

A partir do momento em que passei a ler e me informar mais sobre o assunto, eu percebi que grande parte dos meus problemas de saúde estava relacionada com a RI – como a obesidade e a dificuldade de perder peso, a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), a pressão arterial elevada, etc. Nesse processo de busca por mais informações acabei conhecendo o site do Dr. Souto (http://www.lowcarb-paleo.com.br/), que é referência em alimentação paleo e low carb. Foi mais um passo na direção certa. Aprendi MUITO lá.

Então eu percebi que era possível mudar minha situação, simplesmente modificando meus hábitos. Quando passei a colocar em prática as coisas que aprendi a respeito (mudando minha alimentação e incorporando atividade física), tudo começou a mudar (muito rápido!). Eu comecei a perder peso (sem sentir fome!!!) e minha saúde começou a melhorar. Já se foram mais de 15 kg de gordura (como vocês podem ver nas fotos).






Em março de 2016 (menos de 5 meses após o início das mudanças) minha cardiologista disse que eu não precisava mais tomar nenhum medicamento para a pressão arterial. Eu não tinha mais pressão alta!

Com a mudança no estilo de alimentação, minha glicose e a insulina baixaram e naturalmente. No entanto, eu continuo tendo RI. Por isso continuo fazendo uso do Glifage como auxiliar no tratamento para RI. Os níveis de insulina, embora estejam enquadrados como “normais” nos meus exames de sangue, ainda estão altos demais quando vistos sob a ótica de bons padrões de saúde. Por isso, continuo estudando a respeito e testando em mim mesma aquilo que eu aprendo, de forma a conseguir, em breve, reverter esse problema. Como tenho RI há mais de 10 anos – revendo meus exames de sangue antigos eu percebi que o meu primeiro exame de insulina basal, feito em 2006, já indicava resistência à insulina – o processo de reversão pode levar tempo. Mas eu não vou desistir.









Me apaixonei de tal forma pelo assunto, que hoje sou estudante de NUTRIÇÃO (segunda graduação que estou fazendo). Além disso, sou Primal Blueprint expert certificada pelo curso Primal Health Coach (de Mark Sisson).



Eu era aquela pessoa viciada em açúcar, que precisava comer doces todos os dias. Eu era aquela pessoa que não conseguia ficar mais de 3 horas sem comer alguma coisa, pois tinha episódios de hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue). Tudo isso mudou.

Não foi de uma hora para outra. É um processo de adaptação. Mas hoje eu sou outra pessoa.

Eu cortei o açúcar da minha vida (mas é claro que em alguns momentos eu abro exceções para algumas coisas). O único resquício de doce que sobrou foi o chocolate 85% cacau, que eu me dou o direito de comer um pouco todos os dias. Hoje eu faço 2 ou 3 refeições por dia, e raramente sinto fome fora de hora. Não tenho mais dores de cabeça, me livrei de quase todos os medicamentos que eu tomava e faço atividade física regularmente.

Jamais pensei que, nessa encarnação, eu fosse capaz de fazer tudo isso. É como se eu tivesse tido a chance de nascer de novo, com outro corpo e outra cabeça. Tudo diferente. E tudo muito melhor do que era antes. Por isso, resolvi compartilhar com outras pessoas as valiosas lições que aprendi e que me permitiram fazer essa mudança.

Sei que eu acumulei muitos danos no meu corpo ao longo desses 40 anos. Mas os próximos 40 serão diferentes! Porque agora eu sei o que me faz mal e o que me faz bem. E continuo, a cada dia, praticando as coisas que eu aprendi, pois quero ficar velhinha ao lado da minha família, tendo condições de aproveitar a vida e fazer todas as coisas que eu tenho vontade.


Esse assunto é novo pra você? Comece aqui.


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10 comentários:

  1. Lisandra, que vc consiga mostrar a outros diabéticos como as mudanças na alimentação podem trazer a saúde de volta. Falar em dieta D baixo carboidratos para diabéticos ainda é considerado um sacrilégio aqui no Brasi. Mas esse quadro está mudando e quanto mais informação disponível, melhor. Parabéns pelo blog!

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    1. Obrigada!
      Concordo com você. Vejo tantas pessoas afetadas com esse problema e que seguem as orientações dos médicos e só pioram. Temos que começar a plantar essa "sementinha" de mudança. A mudança não vai ser rápida nem fácil. Mas aos poucos ela vai acontecendo.
      Ultimamente vejo mais médicos entendendo melhor isso e mudando as orientações aos pacientes. E é assim que começa.

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  2. Lissandra, PARABÉNS pela história e por COMPARTILHAR através do blog. É INSPIRADORA a sua vivência e ainda vai servir para ajudar muitos outros no caminho da saúde. Viva comida de verdade!

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  3. Legal, Lissandra! Não sabia que tu tinha um blog para compartilhar tuas experiências e conhecimentos sobre low carb. Vou começar a e acompanhar!
    Pelo meu histórico familiar de doenças cardíacas, a gente sempre cuidou muito da alimentação lá em casa, mas sempre daquela forma que a gente achava que era a correta: com cereais integrais, produtos diet e light (o glúten até que a gente já evitava há alguns anos lá em casa também), mas sempre com muito carboidrato e o açúcar estava diariamente presente...
    Mesmo sem nenhum problema aparente de saúde, no início do ano passado, comecei a ler sobre low carb e praticar. De uma pessoa que só seguia os ensinamentos da mãe, virei uma viciada no assunto, tô sempre lendo e querendo aprender mais a respeito. As mudanças físicas e na saúde, de coisas que eu nem sabia que tinha (achava que eram normais), foram gritantes. Definitivamente, é um caminho sem volta. Ouço muitas críticas de pessoas que não entendem, acham que é uma dieta muito restritiva, mas os benefícios são tantos e me sinto tão feliz comendo as minhas comidinhas, que não dá vontade de voltar a ser como antes!! Não sinto falta de nada e eu também era viciada no açúcar!! Hehehe
    Muito legal também saber que estás estudando nutrição!! Mas uma profissional para espalhar um pouco mais de conhecimento por aí!! Parabéns pela iniciativa do blog e pelos teus resultados com a low carb!!
    Beijos

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  4. Oi, Laura! Legal te encontrar por aqui. Também acompanho sua página de viagens. Muito legal! Temos algumas paixões em comum.
    Se quiser, venha também participar do nosso grupo no Facebook: https://www.facebook.com/groups/971892132940715/
    Beijos!

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  5. Deixa eu te perguntar uma coisa, eu fiquei 8 meses sem glúten e não tive nenhuma crise de enxaqueca, eu tinha várias no mês e cefaléia todo dia, tomava 3 dorflex por dia, e nesses 8 meses não tive nem cefaleia e nem enxaqueca, viajei e comi alimentos com glúten, voltou a enxaqueca e a cefaleia, voltei pra dieta e acabaram as dores novamente, mas um outro dia eu comi umas rosquinhas com glúten, feita de trigo, e já peguei os remédios pra dor de cabeça só esperando, não me deu nenhuma dor, tive muito inchaço na barriga, mas nada de dor de cabeça, fiquei pensando será que tenho intolerância ao glúten ou não, se tenho prq não tive dor qnd comi as rosquinhas? Se puder me responder, obrigada pela atenção.

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    1. Cristina, seu caso é exatamente igual ao meu. Eu parei de comer glúten e as enxaquecas cessaram. Quando eu viajei pro exterior eu comi glúten e no segundo dia a enxaqueca voltou com tudo. Se eu comer apenas uma refeição com glúten às vezes eu não sinto nada. Mas eu comer glúten em mais de uma refeição ou mais de um dia seguido, aí começa. Não sei ao certo qual a explicação pra isso, mas acho que pode estar ligado à quantidade ingerida.

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