domingo, 12 de junho de 2016

INSULINA – O que é?


O que é insulina?

A insulina é um hormônio produzido pelas células beta do pâncreas:



O Pâncreas

No fim do século dezenove, na Alemanha, o estudante de medicina Paul Langerhans estudava lâminas contendo cortes de tecidos pancreáticos ao microscópio e verificou uma profusão de grupos de células pancreáticas circundadas por vasos sanguíneos. Esses agrupamentos, que mais tarde receberam o nome de ilhotas de Langerhans (ou ilhotas pancreáticas), são os locais de produção de dois hormônios, insulina (do latim, insula = ilha) e glucagon.

Em cada ilhota de Langerhans, dois tipos de células são responsáveis pela síntese dos hormônios pancreáticos: as células alfa, que produzem glucagon, e as células beta, responsáveis pela síntese de insulina.




A insulina é um hormônio hipoglicemiante: ela facilita o ingresso da glicose existente no sangue em diversos tipos de células, principalmente as musculares e as do fígado, onde moléculas de glicose são armazenadas sob a forma de uma substância de reserva, insolúvel, o glicogênio.

O glucagon, ao contrário, é um hormônio hiperglicemiante, ao favorecer a hidrólise de glicogênio hepático, o que leva à liberação de glicose para o sangue. São, portanto, hormônios de ação antagônica. O glucagon atua, em condições normais; seu efeito é reforçado pela adrenalina nas situações de estresse ou emergência.

(...) Após uma refeição rica em carboidratos, aumenta o teor de glicose no sangue, isto é, aumenta a glicemia, provocando a liberação de insulina pelo pâncreas. A insulina favorece o ingresso da glicose nas células, principalmente musculares e hepáticas, ao mesmo tempo em que estimula a formação de glicogênio, reduzindo, assim, a glicemia. Com a redução da glicemia, reduz-se o teor de insulina e tudo volta ao normal.

Em ocasiões em que você demora a fazer uma refeição, temporariamente seu sangue fica com baixa taxa de glicose, isto é, ocorre uma hipoglicemia. É normal, nessa ocasião, haver certa tontura e sonolência. De imediato, o pâncreas libera glucagon que, dirigindo-se às células hepáticas, favorece a hidrólise do glicogênio armazenado e a liberação de glicose para o sangue, regularizando a glicemia.

(...) O diabetes é desencadeado quando o pâncreas produz quantidades insuficientes de insulina para atender às necessidades do organismo, ou quando o pâncreas produz insulina, mas as células são incapazes de utilizá-la eficazmente (resistência insulínica).

A insulina é necessária para que o açúcar no sangue (glicose) chegue ao interior das células; caso isso não ocorra, o organismo não pode utilizá-lo. O excesso de açúcar permanece no sangue e é então eliminado pelos rins. Sintomas como sede excessiva, micção frequente e fome se desenvolvem. O metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas é alterado.

A glicose é a principal fonte de energia do organismo, mas quando em excesso, pode trazer várias complicações à saúde.




Como vimos, o papel da insulina tem relação direta com o diabetes. Mas vamos entender melhor como a insulina funciona. Os textos citados a seguir foram extraídos do livro The Obesity Code: Unlocking the Secrets of Weight Loss, do Dr. Jason Fung (https://www.amazon.com.br/Obesity-Code-Unlocking-Secrets-Weight-ebook/dp/B01C6D0LCK/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1465755676&sr=8-1&keywords=obesity+code).



Antes de discutir a insulina, devemos entender os hormônios em geral. Hormônios são moléculas que entregam mensagens para uma célula alvo. Por exemplo, o hormônio da tireóide envia uma mensagem para as células na glândula tireóide para aumentarem a sua atividade. A insulina envia a mensagem para a maioria das células humanas para retirar a glicose do sangue para usar para energia.

Para proporcionar esta mensagem, hormônios precisam se anexar à célula alvo por meio da ligação a receptores na superfície da célula, como se fossem chave e fechadura. A insulina atua no receptor de insulina para levar glicose para dentro da célula. A insulina é a chave e se encaixa perfeitamente na fechadura (o receptor). A porta se abre e a glicose entra. Todos os hormônios funcionam mais ou menos da mesma forma.



Obs.: Antes de continuarmos, registro que recentemente, o próprio dr. Jason Fung publicou em seu site um texto no qual questiona esse modelo de “chave e fechadura”. Leia aqui a tradução deste texto na íntegra.



Quando nós comemos, os alimentos são quebrados no estômago e intestino delgado. As proteínas são quebradas em aminoácidos. As gorduras são quebradas em ácidos graxos. Os carboidratos, que são cadeias de açúcares, são quebrados em açúcares menores. A fibra dietética não é quebrada; ela se move através de nós sem ser absorvida. Todas as células do corpo podem utilizar o açúcar no sangue (glicose). Certos alimentos, especialmente carboidratos refinados, elevam o açúcar no sangue mais do que outros alimentos. O aumento do açúcar no sangue estimula a liberação de insulina.

A proteína também aumenta os níveis de insulina, embora o seu efeito sobre o açúcar no sangue seja mínima. As gorduras alimentares, por outro lado, tendem a elevar ambos, os açúcares do sangue e os níveis de insulina, minimamente. A insulina é então quebrada e rapidamente depurada do sangue com uma meia-vida de apenas dois ou três minutos.

A insulina é um regulador chave do metabolismo energético, e é um dos hormônios fundamentais que promovem a acumulação e o armazenamento de gordura [no corpo]. A insulina facilita a captação de glicose em células para energia. Sem insulina suficiente, a glicose se acumula na corrente sanguínea. O Diabetes Tipo 1 resulta da destruição autoimune das células produtoras de insulina no pâncreas, o que resulta em níveis extremamente baixos de insulina. A descoberta da insulina (pela qual Frederick Banting e Macleod J.J.R. foram premiados com o Prêmio Nobel de Medicina 1923) mudou esta doença, anteriormente fatal, para uma crônica.



Já vimos que a insulina está relacionada com o diabetes. Mas agora sabemos, também, que a insulina é, também, um hormônio que promove o armazenamento de gordura no nosso corpo!

Sim, falaremos sobre isso com mais detalhes em posts futuros. Mas para você começar a entender a relação entre insulina e acumulação de gordura, o dr. Jason Fung explica que:



Na hora das refeições, os carboidratos ingeridos levam a disponibilidade de mais glicose [no sangue] do que o necessário. A insulina ajuda a mover essa inundação de glicose para fora da corrente sanguínea, para o armazenamento para uso posterior. Nós armazenamos essa glicose transformando-a em glicogênio no fígado – um processo chamado glicogênese. (Genesis significa “a criação de”, de modo que este termo significa a criação de glicogênio.) Moléculas de glicose são amarrados juntas em longas cadeias para formar o glicogênio. A insulina é o principal estímulo da glicogênese. Podemos converter a glicose em glicogênio e de volta [em glicose] com bastante facilidade.

Mas o fígado tem apenas espaço limitado de armazenamento para glicogênio. Uma vez cheio, o excesso de carboidratos será transformado em gordura – um processo chamado lipogênese De Novo [LDN]. (De novo significa “do novo”. Lipogênese significa “fazendo nova gordura”. Lipogênese De Novo significa “fazer nova gordura”.)

Várias horas depois de uma refeição, o açúcar no sangue e os níveis de insulina começam a cair. Menos glicose está disponível para uso pelos músculos, cérebro e outros órgãos. O fígado começa a quebrar o glicogênio em glicose para liberá-lo em circulação geral para energia – o processo de armazenamento de glicogênio em sentido inverso. Isso acontece em grande parte no período noturno, supondo que você não coma durante a noite.

O glicogênio é facilmente disponível, mas em quantidade limitada. Durante um jejum de curto prazo (“jejum” significando que você não come), o seu corpo tem de glicogênio suficiente disponível para a função. Durante um jejum prolongado, o seu corpo pode fazer nova glicose a partir de seu estoque de gordura – processo chamado gliconeogênese (que significa “fazendo novo açúcar”). A gordura é queimada para liberar a energia, que é então enviada para fora do corpo – processo de armazenamento de gordura em sentido inverso.

A insulina é um hormônio de armazenamento. Ingestão ampla de alimentos leva a liberação de insulina. A insulina, em seguida, ativa o armazenamento de açúcar e gordura. Quando não há ingestão de alimentos, os níveis de insulina caem, e a queima de gordura e açúcar é ativada.

Este processo acontece todos os dias. Normalmente, este sistema bem projetado e equilibrado se mantém sob controle. Nós comemos, a insulina sobe, e nós armazenamos energia na forma de glicogênio e gordura. Nós fazemos jejum, a insulina baixa e nós usamos a energia armazenada. Contanto que nossos períodos de alimentação e jejum sejam equilibrados, este sistema também permanecerá equilibrado. Se comermos o café da manhã às 7h e terminarmos de comer o jantar às 19h, as doze horas de alimentação equilibram as doze horas de jejum.



E então? Convencido da importância da insulina em sua vida? Eu estou.

Mas ainda temos muito a conversar sobre esse assunto.



Esse assunto é novo pra você? Comece aqui.



Para ficar por dentro das atualizações,
CURTA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK:
PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO FACEBOOK:
E SE INSCREVA NO NOSSO CANAL NO YOUTUBE:


Nenhum comentário:

Postar um comentário