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domingo, 12 de junho de 2016

EU TENHO RESISTÊNCIA À INSULINA. Mas o que é isso?


Para começarmos a entender o que é a resistência à insulina, vou reproduzir aqui alguns trechos de um texto do Dr. Drauzio Varella (http://drauziovarella.com.br/diabetes/frutose-%E2%80%93-o-doce-vilao-ii/):



(...) O termo [resistência à insulina] é empregado para definir uma situação na qual a insulina
que circula no sangue não exerce sua atividade plena após ser secretada pelo pâncreas em resposta ao aumento de carboidratos no sangue. A importância desse hormônio – insulina – não é só para o controle das taxas de glicose no sangue, mas também por inúmeras outras funções no fígado, tecido gorduroso, rins e mesmo nos vasos sanguíneos. Quando a pessoa tem resistência à insulina, seu pâncreas produz esse hormônio, mas em excesso. O problema é que após o estímulo gerado pela glicose, a ação dessa insulina não é a ideal. Para corrigir essa resistência, o organismo acaba secretando maiores quantidades de insulina que, em níveis mais altos, consegue cumprir suas funções.

No entanto, algumas vezes, esse mecanismo pode não ser eficiente, e há um aumento na concentração da insulina e da glicose no sangue, o que pode gerar um estado de pré-diabete ou até mesmo de diabete. Da mesma forma, as alterações resultantes desse processo são responsáveis pela síndrome metabólica (...). Outras condições desfavoráveis são associadas a esse quadro, como a síndrome dos ovários policísticos.

A síndrome metabólica, conhecida anteriormente como síndrome X ou quarteto da morte, por associar quatro condições muito perigosas para a saúde – obesidade, hipertensão, diabete e aumento dos triglicerídeosconsiste num conjunto de alterações orgânicas resultantes de uma ação ineficiente do hormônio insulina, chamada resistência à insulina.



Vemos, portanto, que a resistência à insulina está associada à Síndrome Metabólica. Mas o que é isso?



De acordo com Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - SBEM (http://www.endocrino.org.br/a-sindrome-metabolica/):



O termo Síndrome Metabólica descreve um conjunto de fatores de risco metabólico que se manifestam num indivíduo e aumentam as chances de desenvolver doenças cardíacas, derrames e diabetes. A Síndrome Metabólica tem como base à resistência à ação da insulina, daí também ser conhecida como síndrome de resistência à insulina. Isto é: a insulina age menos nos tecidos, obrigando o pâncreas a produzir mais insulina e elevando o seu nível no sangue. Alguns fatores contribuem para o aparecimento: os genéticos, excesso de peso (principalmente na região abdominal) e a ausência de atividade física.

O diagnóstico é dado quando três ou mais fatores de risco estiverem presentes numa mesma pessoa.

(...)

Fatores de Risco:

Grande quantidade de gordura abdominal - Em homens cintura com mais de 102cm e nas mulheres maior que 88cm.

Baixo HDL (“bom colesterol”) - Em homens menos que 40mg/dl e nas mulheres menos do que 50mg/dl.

Triglicerídeos elevado (nível de gordura no sangue) - 150mg/dl ou superior

Pressão sanguínea alta - 135/85 mmHg ou superior ou se está utilizando algum medicamento para reduzir a pressão

Glicose elevada - 110mg/dl ou superior.

Ter três ou mais dos fatores acima é um sinal da presença da resistência insulínica, que é um hormônio produzido pelo pâncreas. Esta resistência significa que mais insulina do que a quantidade normal está sendo necessária para manter o organismo funcionando e a glicose em níveis normais.



Bom, eu tinha quatro desses fatores. Só não apresentava a glicose elevada (acima de 110mg/dl). Hoje em dia, minha cintura é menor do 88cm, meu HDL está bem e minha pressão arterial voltou ao patamar de normalidade (e eu não preciso mais tomar medicação pra isso!). Mas eu ainda tenho resistência à insulina.

Embora meus níveis de glicose estejam dentro da normalidade, meus níveis de insulina basal ainda estão superiores ao que é considerado adequado.

Isso é importante, pois a maioria dos médicos nem sequer pede um exame de insulina basal para os seus pacientes. Talvez você nunca tenha feito esse exame.

A insulina basal (em jejum) pode indicar um problema com uma antecedência muito maior do que outros exames. Níveis muito elevados de glicose são a última coisa a acontecer (significa que a pessoa já está diabética – ou, no mínimo, pré-diabética).



E porque devemos nos preocupar com nossos níveis de insulina? Porque a hiperinsulinemia (níveis elevados de insulina no sangue) está associada a diversos fatores de risco e doenças. E pode ser, também, a razão pela qual você não consegue perder aqueles quilos a mais que acumulou ao longo dos anos (falaremos mais sobre isso em posts futuros).



Muitas pessoas têm resistência à insulina e não sabem. Talvez você seja uma delas. Veja no diagrama abaixo se você se identifica com esses problemas:




Nos próximos posts veremos melhor o que é insulina, como ela funciona, como desenvolvemos resistência à insulina, qual sua relação com doenças como o diabetes, e o que podemos fazer a respeito para tentar reverter esse quadro.




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