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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Entendendo o 'diabetes in situ' de Kraft

Understanding Joseph Kraft’s Diabetes In Situ- DT2 24
by Jason Fung

Joseph Kraft é um médico que conduziu mais de 14.000 testes orais de tolerância à glicose em sua vida. Este é um teste padrão para medir a resposta da glicose no sangue a uma quantidade padronizada de glicose durante 2 horas. A diferença é que ele mediu mais de 5 horas e incluiu níveis de insulina no sangue. Um resumo de seu trabalho está aqui e o Prof Grant também fez uma ótima revisão aqui. Ivor Cummins, The Fat Emperor, também revisou muito bem seu trabalho aqui. [e a gente fez um texto sobre isso AQUI]
O que o Dr. Kraft descobriu é que é possível fazer o diagnóstico do diabetes tipo 2 muito mais cedo do que o TOTG [Teste Oral de Tolerância à Glicose] padrão, medindo a insulina. O TOTG em si é destinado a diagnosticar DT2 [Diabetes Tipo 2] mais cedo do que a glicemia, medindo a resposta da glicose no sangue a uma carga de 75g de glicose ingerida.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Fazendo Foie Gras humano

Making Human Foie Gras – T2D 20
by Jason Fung

Fígado gorduroso em um pato ou ganso é conhecido como Foie Gras. Mas os seres humanos também podem desenvolvê-lo. Aí é conhecido como Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA) ou esteatose hepática. Como se adquire DHGNA? Tudo se resume ao que comemos.


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

A diferença entre restrição calórica e jejum

The difference between calorie restriction and fasting – Fasting 27
by Jason Fung

Talvez uma das perguntas mais comuns que recebemos é qual é a diferença entre a restrição calórica e o jejum. Muitos entusiastas da teoria das calorias dizem que o jejum funciona, mas apenas porque ele restringe as calorias. Essencialmente, eles estão dizendo que apenas a média importa, não a frequência. Mas, é claro, a verdade não é nada disso. Então, vamos lidar com este problema espinhoso.


Como os adoçantes artificiais causam estragos na sua flora intestinal

How Artificial Sweeteners Wreak Havoc on Your Gut
by Chris Kresser

De refrigerantes a iogurtes, os adoçantes artificiais tornaram-se comuns na indústria de alimentos e bebidas e são reconhecidos como seguros pela FDA [Food and Drug Administration]. No entanto, um estudo de 2014 descobriu que os adoçantes artificiais são capazes de alterar as bactérias do seu intestino, e, consequentemente, a sua saúde. Continue lendo para saber exatamente o que os pesquisadores descobriram e como os adoçantes artificiais podem estar contribuindo para a moderna epidemia de doenças metabólicas.


quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Diabesidade

Diabesity – T2D 18
by Jason Fung

O termo diabesidade é a unificação das palavras ‘diabetes’, referindo-se ao tipo 2, e ‘obesidade’. É uma palavra maravilhosa, porque é ao mesmo tempo capaz de transmitir que ambos são verdadeiramente uma única e mesma doença. É incrivelmente descritivo e evocativo.

Estudantes do ensino médio? Certo...

Por estranho que possa parecer agora, os médicos nem sempre reconhecem esta conexão aparentemente óbvia e básica entre o diabetes tipo 2 e obesidade. Vamos voltar no tempo para os anos de 1990. Grunge estava dominando o cenário musical. Pochetes estavam crescendo em popularidade (surpresa!). Os 20 atores de mais de 20 anos do programa de TV Beverly Hills 90210, fingiam ser estudantes do ensino médio.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

É hora de repensar dietas de alta ingestão de proteína para perda de peso

It’s Time to Rethink High-Protein Diets for Weight Loss
by Alexandra Sifferlin

Publicado em 11 de outubro de 2016

Um novo estudo sugere que há uma desvantagem para a proteína

Comer uma dieta que é rica em proteínas é frequentemente recomendada para pessoas que tentam perder peso, uma vez que alimentos ricos em proteínas fazem as pessoas se sentirem mais saciadas, evitando excessos. No entanto, um novo estudo sugere que, embora a dieta pode ajudar as pessoas a emagrecer, não necessariamente melhora outros problemas de saúde subjacentes. (Para saber mais sobre isso, veja: How Much Protein Should I Eat Every Day)



quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Danos a órgãos - Diabetes Tipo 2

End Organ Damage – T2D 17
by Jason Fung

A hiperglicemia pode ser a marca registrada do diabetes, mas não causa a maior parte da morbidade. A glicose sanguínea é facilmente controlada por medicação, mas isso não impede as complicações a longo prazo. Apesar do controle da glicose sanguínea, ocorrem danos a praticamente todos os sistemas de órgãos. Seria difícil encontrar um único sistema de órgãos não afetado pelo diabetes. Essas complicações são geralmente classificadas como microvasculares (pequenos vasos sanguíneos) ou macrovasculares (grandes vasos sanguíneos).
Alguns órgãos, como os olhos, rins e nervos são predominantemente impregnados por pequenos vasos sanguíneos. Danos crônicos a estes pequenos vasos sanguíneos provocam insuficiência destes órgãos. Danos a vasos sanguíneos maiores resultam em estreitamento chamado placa aterosclerótica. Quando esta placa se rompe, ela dispara uma reação inflamatória e coágulos de sangue que causam ataques cardíacos e derrames. Quando o fluxo sanguíneo para as pernas é prejudicado, pode causar gangrena devido à circulação reduzida.
Há outras complicações que não se enquadram perfeitamente categorização simples. Várias complicações diabéticas não são, obviamente, causadas por vasos sanguíneos lesionados. Estas incluem doenças da pele, doença do fígado gorduroso, infecções, síndrome do ovário policístico, doença de Alzheimer e câncer.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Como renovar o seu corpo: Jejum e autofagia

How to Renew Your Body: Fasting and Autophagy
by Jason Fung (Diet Doctor)


Em 3 de outubro, a Assembléia do Nobel no Instituto Karolinska premiou Yoshinori Ohsumi com o  Nobel de Fisiologia ou Medicina por suas descobertas de mecanismos de autofagia.
Mas o que é a autofagia? A palavra deriva do grego auto (auto) e phagein (comer). Assim, a palavra significa literalmente comer a si mesmo. Essencialmente, este é o mecanismo do corpo de se livrar de toda maquinaria celular velha, quebrada (organelas, proteínas e membranas celulares), quando já não há energia suficiente para sustentá-la. É um processo regulado, ordenado, para degradar e reciclar componentes celulares.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Síndrome do Ovário Policístico - O problema é a solução

PCOS - The Problem is the Solution
By Laura Carr (GreenerFarmacy)
Publicado em 3 de outubro de 2016


 Setembro foi o mês da consciência da SOP [Síndrome do Ovário Policístico], e enquanto eu estou um pouco atrasada para lançar este post, eu queria ter certeza que eu publiquei algo, uma vez que eu, pessoalmente, entendo as lutas desta condição feminina cada vez mais comum e difícil.
Eu fui uma entre os 10% de mulheres que sofrem com SOP (e sua complicação relacionada à infertilidade), e como minha recuperação foi inteiramente com base em nutrição, escrever este post vem de dentro do meu coração!

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Nova teoria sobre como a resistência à insulina, doença metabólica, começa

New Theory on How Insulin Resistance, Metabolic Disease Begin
Duke Health
Publicado em 16 de setembro de 2016

Newswise — DURHAM, N.C

Comer açúcar demais causa Diabetes Tipo 2?
A resposta pode não ser simples, mas um estudo publicado em 26 de setembro no Journal of Clinical Investigation se junta a pesquisas que relacionam o consumo excessivo de açúcar - especificamente, a frutose - a um aumento de doenças metabólicas em todo o mundo.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

O fracasso do paradigma da glicose sanguínea

Failure of the Blood Glucose paradigm T2D
by Jason Fung

O paradigma de tratamento atual de Diabetes Tipo 2 (DT2) é o paradigma da glicose sanguínea. Sob este paradigma, a maior parte da toxicidade do DT2 é resultado da hiperglicemia. Portanto, conclui-se que a redução de glicose no sangue vai melhorar as complicações, mesmo que não estejamos tratando diretamente o próprio diabetes tipo 2 (alta resistência à insulina). O estudo ACCORD foi um teste desse paradigma da glicotoxicidade e, infelizmente, um fracasso total e completo. Os pacientes foram randomizados para um controle rígido de glicose no sangue versus controle usual, com a expectativa de que um controle rígido fosse mostrar enormes benefícios. Em vez disso, o estudo provou não haver nenhum.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Quanto de proteína é excessivo?


How much protein is excessive?
by Jason Fung

Como discutimos anteriormente, o excesso de proteína é transformado em glicose e, então, em gordura. Mas quanto de proteína é excessivo? Essa é a verdadeira questão que mexe com todos e gera controvérsias. A dose diária recomendada paraum adulto é de 0,8g/kg por dia. Como chegamos nesse número? Vamos começar do início.
Em primeiro lugar, eu estou lidando com o estado estacionário aqui. Se você está tentando construir magra (músculo), então você pode precisar de mais proteína. Se você estiver grávida ou amamentando ou uma criança em fase de crescimento, então as exigências de proteína são mais elevadas porque você está tentando adicionar proteínas ao seu corpo. Esta discussão trata apenas de adultos em um estado relativamente estável.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Gordura na dieta e hiperinsulinemia

Dietary Fat and Hyperinsulinemia
by Jason Fung

Eu sempre recomendei mudar para uma dieta com mais gorduras naturais e menos carboidratos refinados. Qual é o negócio com a gordura na dieta? Simplificando, a gordura dietética não aumenta a insulina. E hiperinsulinemia é o principal motor da obesidade. A hiperinsulinemia significa, literalmente, elevados de insulina no sangue (hiper significa alto, e -emia significa níveis sanguíneos).
Então, logicamente, trocar carboidratos refinados (levanta insulina) por gordura dietética, pode diminuir os níveis de insulina significativamente, mesmo se você consumir o mesmo número total de calorias. Mas o que é tão diferente sobre a gordura dietética em comparação com proteínas e carboidratos que torna isso verdadeiro? Tudo se resume às diferentes formas pelas quais as proteínas e gorduras são metabolizadas.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Carboidratos bons, carboidratos ruins - Obesidade hormonal XV

Good Carbohydrates, Bad Carbohydrates – Hormonal Obesity XV
by Jason Fung

Há controvérsia em torno de saber se os carboidratos são bons ou ruins. O movimento low-carb (a investida Atkins) do final dos anos 1990 e 2000 foi muito importante para chamar a atenção para o papel dos carboidratos na obesidade. Carboidratos são bons ou ruins? Opiniões estão por todo o lugar. Muitos defensores do baixo carboidrato sugerem para evitar todos os carboidratos completamente. O que, mesmo vegetais e frutas? Sim, mesmo os legumes e frutas. Como sempre, a resposta a esta pergunta tem muitas nuances.
Altos níveis de insulina levam ao ganho de peso e obesidade. Uma vez que os carboidratos refinados tendem a provocar o maior aumento na insulina, eles desempenham um papel chave no ganho de peso. Isso certamente não significa que todos os carboidratos são ruins, no entanto.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Dependência do tempo da obesidade - Obesidade hormonal XIV

Time Dependence of Obesity – Hormonal Obesity XIV
by Jason Fung

O ganho de peso tem uma clara e óbvia dependência do tempo. As pessoas tendem a ganhar peso lentamente, durante anos ou mesmo décadas. Muitas pessoas começam como um adolescente magro (20 anos), mas gradualmente ganham meio quilo a um quilo por ano. Isso não é tão ruim, mas depois de 40 anos essas pessoas podem ter até 40 quilos de sobrepeso (60 anos).
A perda de peso também é dependente do tempo. Aqueles que têm lutado com seu peso por longos períodos tendem a ter mais problemas do que aqueles com ganho de peso mais recente. Tudo isto tem relação com a resistência à insulina. Aqueles que ganharam peso recente não tiveram tempo suficiente para desenvolver resistência grave à insulina e, portanto, alterações na dieta são bem sucedidas na redução de peso. As raízes dessa dependência do tempo encontra-se na Teoria da Obesidade hormonal.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Os perigos dos lanches - Obesidade hormonal XIII

The Perils of Lancheing – Hormonal Obesity XIII
by Jason Fung

50 anos atrás, havia uma crença quase universal de que fazer lanches era ruim para nós. Sua avó diria “Isso faz você engordar”, ou “Você vai estragar seu jantar”. Naquela época, a obesidade não era um problema tão grande, então talvez eles sabiam o que estavam falando. Mas, então, nós mudamos nossas mentes. 
Nós decidimos agora que lanchar, na verdade, é bom para nós. Que comer mais vezes nos tornará mais magros, por mais ridículo que isso possa soar. Tenho certeza que você já ouviu o conselho para comer pequenas refeições com maior frequência para perder peso. Isso significa que deveríamos comer 3 refeições por dia e também vários lanches no meio.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

A moeda comum

The Common Currency
by Jason Fung

Moeda (dinheiro) é útil porque representa meios de medição e troca mutuamente acordados. Ou seja, se todos nós aceitamos dólares americanos como moeda de troca, então os itens tão díspares quanto um ônibus ou uma cebola podem ser todos medidos nas mesmas unidades. O ônibus é caro e custa mais dólares e a cebola é mais barata e custa menos dólares. Mas tudo é medido em dólares e ambas as partes aceitam dólares como moeda de troca.

Prevenção da resistência - Obesidade hormonal XII

Prevention of Resistance – Hormonal Obesity XII
by Jason Fung

Uma das chaves para altos níveis de insulina reside na resistência à insulina.
A resistência à insulina leva a altos níveis de insulina. Parece também que os níveis elevados de insulina conduzem à resistência à insulina em um ciclo vicioso. Como é que o corpo normalmente se defende contra a resistência à insulina?

terça-feira, 30 de agosto de 2016

A nova ciência da Diabesidade - Obesidade hormonal XI

The New Science of Diabesidade – Hormonal Obesity XI
by Jason Fung

Diabesidade é assim chamada por causa da estreita associação entre obesidade e diabetes (tipo 2). A obesidade geralmente vem em primeiro lugar e o diabetes tipo 2 vem depois. Isso leva muitos a concluir que a obesidade causa o diabetes. Superficialmente, isso parece razoável, uma vez que que os dois frequentemente coexistem. Onde se torna mais difícil, porém, é quando as pessoas tentam explicar por que e como a obesidade causa diabetes.
Aqui, as respostas tornam-se muito mais vagas. Alguns teorizam que células de gordura produzem hormônios que, de alguma forma, magicamente causam diabetes. Alguns sugerem que as células de gordura produzem um hormônio chamado fator pigmento derivado do epitélio que causa resistência à insulina. Mas por que as células de gordura começam a produzir esse hormônio em primeiro lugar?

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

A insulina causa resistência à insulina - Obesidade hormonal X

Insulin Causes Insulin Resistance – Hormonal Obesity X
by Jason Fung

A resistência à insulina desempenha um papel importante no aumento dos níveis de insulina. O aumento dos níveis de insulina tende a levar ao ganho de peso e obesidade. Continuando a partir do post anterior, continuamos nossa exploração da Teoria da Obesidade Hormonal.
A pergunta que temos de responder é esta. O que causa a resistência à insulina? De outros sistemas biológicos, podemos supor que um bom lugar para começar é com a própria insulina. Será que a insulina causa a resistência à insulina? Vamos olhar para as evidências.
Há tumores raros chamados insulinomas, que secretam anormalmente grandes quantidades de insulina. Nestes casos, os pacientes terão grandes aumentos nos níveis de insulina, mas muito pouca coisa além disso de errado com eles. Nestes casos, o aumento da insulina levaria a resistência à insulina?

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Tolerância a drogas - Obesidade hormonal IX

Drug Tolerance – Hormonal Obesity IX
by Jason Fung

Estamos discutindo a resistência à insulina e como ela se desenvolve. Indícios de outros sistemas biológicos sugerem que olhar para o próprio agente pode ser importante na tolerância.
E quanto às drogas, especialmente drogas viciantes como a cocaína? A resistência também se desenvolve, mas o nome é diferente.
Quando uma droga (por exemplo, cocaína) é usada, há inicialmente em geral uma reação intensa. O “barato”. A cada vez subsequente que a cocaína é usada, existe um “barato” ligeiramente menor. Isto é conhecido como tolerância à droga. Mas isso é realmente apenas um outro nome para a resistência.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Resistência à insulina - Obesidade hormonal VIII

Insulin Resistance – Hormonal Obesity VIII
by Jason Fung

A insulina é um dos principais condutores da obesidade. Mas o que impulsiona a insulina? Em alguns casos, certos alimentos impulsionam o aumento da insulina. Mas é evidente que existem alguns fatores dependentes do tempo em relação à obesidade que não estão consideradas. O que eu estou falando?
Considere isto. Há pessoas que estiveram com sobrepeso ou obesos por suas vidas inteiras. Para elas, é extremamente difícil de perder peso de forma permanente. Por outro lado, há pessoas que só recentemente ganharam peso. Para elas, parece que é muito, muito mais fácil perder peso. Por que isso?

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Como a insulina funciona - Obesidade hormonal VII

How Insulin Works – Hormonal Obesity VII
by Jason Fung

Nós analisamos a forma como o hormônio insulina (e cortisol) leva ao ganho de peso. No entanto, o que aumenta a insulina? Aqui é que a Hipótese Carboidrato-Insulina fica aquém.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

A Hipótese Carboidrato-Insulina está errada - Obesidade Hormonal VI

The Carbohydrate-Insulin Hypothesis is Wrong – Hormonal Obesity VI
by Jason Fung


Vamos recapitular. Nós exploramos, na série Calorias, por que a Redução Calórica como hipótese Primária (CRaP - Caloric Reduction as Primary), também conhecida como modelo Calorias que Entram, Calorias que Saem, está errada. Ao olhar para estudos causais ao invés de estudos de correlação, podemos ver que os hormônios insulina e cortisol podem causar obesidade.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Eu posso fazer você emagrecer... insulina - Obesidade hormonal V

I Can Make You Thin…Insulin – Hormonal Obesity V
by Jason Fung
  


De acordo com Teoria Hormonal da Obesidade (HOT - Hormonal Obesity Theory), postulamos que os níveis elevados de insulina causam obesidade. Podemos dar insulina ou drogas estimulante da insulina (sulfonilureias) e causar ganho de peso, apesar de todas as tentativas de menor ingestão calórica.
Se essa teoria é verdadeira, também devemos esperar o contrário. Isto é, se de alguma forma reduzir a insulina para níveis baixos, devemos esperar uma perda significativa de peso, apesar de todas as tentativas de aumentar as calorias.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

A insulina causa ganho de peso - Obesidade hormonal IV

Insulin Causes Weight Gain – Hormonal Obesity IV
by Jason Fung

Em nosso post anterior, estávamos analisando a ligação entre a insulina e a obesidade. Parece que a insulina não está meramente associada com a obesidade, mas causa a obesidade.
Durante décadas, acreditávamos na tese da Redução Calórica como hipótese Primária (CRaP) da obesidade, que acabou por ser tão útil como uma ponte construída pela metade. Estudo após estudo mostraram que a redução de calorias NÃO levou à perda de peso. Paciente após paciente tentaram perder peso por meio da restrição de calorias com fracasso consistente. Mas não podíamos abandonar o modelo de caloria, assim o mais podíamos fazer? Culpar o paciente, é claro!

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Eu posso fazer você engordar... insulina - Obesidade hormonal III

I Can Make You Fat…Insulin – Hormonal Obesity III
by Jason Fung


Na atual epidemia de obesidade, há um ponto de virada claro em 1977. Qual foi a razão?
Talvez o aumento do uso de carros seja a causa subjacente de obesidade. A vida cada vez mais sedentária e a falta de exercícios, então, levaram à obesidade. Iremos abordar o mito de exercício em outra série.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

O odioso Guia Alimentar de 1977 - Obesidade hormonal II

The Odious Dietary Guidelines 1977 – Hormonal Obesity II
by Jason Fung

Esta é a forma como entendíamos a obesidade na década de 1950. Certos alimentos nos faziam engordar. Eram os açúcares e os alimentos ricos em amido. Doces e sobremesas nos faziam engordar. Assim fazia o pão, os cereais e as massas.
Em seguida, havia outros alimentos que realmente não causavam obesidade. Comer brócolis e maçãs não nos fazia engordar, não importa quantas calorias, valia a pena nós comermos. E esta perspectiva sobre a obesidade nos servia bem. Não havia muito a obesidade e esse era um problema controlável.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Perspectiva histórica da obesidade - Obesidade hormonal I

Historic Perspective on Obesity – Hormonal Obesity I
by Jason Fung

Uma vez que sabemos que as calorias não são o verdadeiro problema, podemos começar a nos concentrar no que é realmente a causa da obesidade (a etiologia da obesidade). Você pode rever a série sobre calorias aqui para uma discussão mais profunda de por que calorias não são relevantes. Toda a obsessão com calorias foi um beco sem saída de 50 anos. Nós só podemos começar a resolver o problema da perda e ganho de peso por meio da compreensão das causas reais. Então, qual é a verdadeira causa da obesidade? Vamos voltar no tempo e ver o que as pessoas pensavam sobre a obesidade no passado.
Se considera que William Banting 1796-1878 escreveu o primeiro livro de dieta. Ele começou como um camarada de peso normal na adolescência e na faixa dos seus 20 anos. No entanto, à medida em que chegou aos 30, 40 e 50 anos, ele começou a ganhar algum peso. Não muito, mas alguns quilos por ano. Depois de algum tempo, com 62 anos de idade pesava mais de 91 quilos. Não é ruim para os padrões modernos, mas um verdadeiro macaco robusto para os padrões da época.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

A resistência à insulina é a principal causa da doença cardíaca?

Is Insulin Resistance the Main Cause of Heart Disease?
By P. D. Mangan
Publicado em 17 de maio de 2016

Um estudo recente constatou que evacetrapib, uma droga em testes por Eli Lilly, e que aumenta o colesterol HDL e reduz o colesterol LDL, não reduziu a incidência de ataques cardíacos ou qualquer outro evento cardiovascular.


Os médicos estão perplexos.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

A futilidade de reduzir a glicose no sangue em Diabetes Tipo 2

Futility of Blood Sugar Lowering in DT2
by Jason Fung

O UKPDS (United Kingdom Prospective Diabetes Study) foi um estudo enorme realizado no Reino Unido para ver se a redução intensiva da glicemia em Diabetes Tipo 2 (DT2) poderia prevenir danos finais a órgãos no longo prazo. O estudo DCCT mencionado anteriormente já tinha estabelecido o paradigma de controle ajustado de açúcar no sangue em Tipo 1, mas se isso era verdadeiro para o tipo 2 ficou a ser verificado.

Esmague a gordura - Calorias Parte XI

Smash the Fat – Calories Part XI
by Jason Fung


Então, aqui novamente está o nosso modelo de obesidade convencional de Redução Calórica. Acontece que parte do ‘comer demais’ é totalmente mediado hormonalmente e não escolha pessoal (gula). Acontece que comer menos NÃO causa perda de peso e comer mais não causa ganho de peso. Pelo menos não de forma permanente. Para mais uma prova, vamos voltar para o fascinante caso de Sam Feltham.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

O surpreendente paradoxo da alimentação em excesso - Calorias Parte X

The Astonishing Overeating Paradox – Calories Part X
by Jason Fung

Lembra quando você estava na escola? Você podia comer e comer (“comer como um porco”). Batatas fritas, pizza, refrigerantes. Cerveja no final. E você nunca ganhava peso. Você era tão fino quanto um breve esquecido sonho. Lentamente, isso desapareceu. Ultimamente, parece que até mesmo olhar do jeito errado para um pão te faz engordar 1 quilo. O que aconteceu? O que acontece quando comemos demais?

terça-feira, 2 de agosto de 2016

O cruel embuste das dietas de baixa gordura - Calorias parte IX

The Cruel Hoax of the Low Fat Diet – Calories Part IX
by Jason Fung

Como podemos perder peso? Nós todos pensamos que a redução calórica é a chave, mas até agora, não parece estar funcionando. Aqui está a nossa visão convencional da obesidade...
Vamos agora ver o que acontece no mundo real. Podemos realmente perder peso comendo menos e fazendo mais exercício? Para isso podemos olhar para o gigantesco estudo Women’s Health Initiative.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Como fazer dieta nos faz sentir fome - Calorias Parte VIII

How Dieting Makes Us Hungry – Calories Part VIII
by Jason Fung

Nós estamos olhando o Gasto Energético no longo prazo. Quais são algumas das mudanças hormonais que acompanham a perda de peso? Para isso, vamos olhar para este estudo:
Este estudo recrutou 50 pacientes que receberam shakes líquidos (51% de carboidratos). Ao longo das primeiras 10 semanas do experimento, eles receberam apenas 500 calorias por dia. Isso produziu uma perda de peso média de 13,5 kg. Por enquanto, tudo bem.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Porque dietas não funcionam a longo prazo - Calorias Parte VII

Why Diets Don’t Work in the Long Term – Calories Part VII
by Jason Fung

Nós exploramos a adaptação do organismo a redução de calorias e a redução de peso e vimos como o corpo age mais como um termostato do que como uma balança. O corpo age como se tivesse um ajuste de peso corporal (Body Set Weight - BSW) e esforça-se vigorosamente para defender esse peso contra o aumento ou diminuição do mesmo.
Mas quanto tempo essas adaptações duram? Se nós mantivermos um certo peso corporal, nosso corpo, eventualmente, irá reconhecer isso como um novo BSW? Certamente, à primeira vista, esta parece ser uma suposição razoável. Mas é verdade?

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Obesidade é protetora?

Obesity is protective?
by Jason Fung

A obesidade não é amplamente considerada um mecanismo de proteção. Muito pelo contrário. É geralmente considerada um dos fatores causais da síndrome metabólica e da resistência à insulina. Eu penso que a obesidade é um marcador de doença, mas em última análise, serve para proteger o corpo contra os efeitos da hiperinsulinemia. Deixe-me explicar.
Gina Kolata, uma jornalista do New York Times escreveu um artigo recente, muito interessante chamado “Magra e 54 quilos, mas com os marcadores de saúde da obesidade” (‘Skinny and119 Pounds but with the health Hallmarks of Obesity’). Neste artigo, descreve Claire Johnson, uma paciente com um caso raro de lipodistrofia, uma desordem genética caracterizada pela falta de gordura. Ela era magra, mas estava sempre faminta e nunca ficava gorda, porque não tinha células de gordura.

Como a redução calórica destrói seu metabolismo - Calorias Parte VI

How Caloric Reduction Wrecks your Metabolism – Calories Part VI
by Jason Fung

Em posts anteriores, nós analisamos como comer menos não resulta em perda de peso permanente. Nos estudos clássicos de redução calórica o resultado foi uma taxa metabólica ou Gasto Energético Total (GET) significativamente reduzido.
Vamos agora avançar para a era moderna, e olhar para este estudo publicado no prestigiado New England Journal of Medicine.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

A biologia da fome - Calorias Parte V

The Biology of Starvation – Calories Part V
by Jason Fung

Teoria Convencional da Obesidade

Então, aqui está a nossa visão convencional da obesidade. Comer demais faz você engordar. Comer menos deveria causar perda de peso. No entanto, como vimos na última seção (parte IV), as coisas não são tão simples. Em 1917, experimentos mostraram que a redução de calorias reduziu severamente o Gasto Energético Total (GET), o que tende a limitar a perda de peso.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Porque redução calórica não funciona - Calorias Parte IV

Why Caloric Reduction Doesn’t Work – Calories Part IV
by Jason Fung

Esta é uma continuação de Calorias parte III. Você pode começar aqui com a parteI e parte II. Nós estávamos discutindo os pressupostos da redução calórica como modelo primário...
Pressuposto#4 O estoque de gordura são essencialmente não regulamentado

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Principais pressupostos - Calorias Parte III

Key Assumptions – Calories Part III
by Jason Fung

Clique aqui para Calorias Parte I e Parte II. Aqui está o que nós convencionalmente pensamos sobre obesidade.
A teoria convencional da Obesidade

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Como Kevin Hall tentou matar a hipótese da insulina com pura distorção

Here’s $5, Kevin Hall, go buy yourself a clue
by Jason Fung

Kevin Hall, o pesquisador sênior do NIH (National Intitute of Diabetes) recentemente publicou um artigo no AJCN (American Journal of Clinical Nutrition) que tem recebido muita atenção da mídia. Este estudo, segundo ele, refuta a hipótese da insulina de forma tão completa que ela agora está “morta”. Isso é interessante, pensei, quando me sentei para ler o artigo.

Uma caloria é uma caloria – Parte II

A calorie is a calorie – Part II
by Jason Fung

Esta é a continuação da nossa discussão sobre calorias - clique aqui para Calorias Parte I.
Uma caloria é uma caloria. Isto é obviamente verdadeiro. Assim como um cão é um cão, um dólar é um dólar, ou uma mesa é uma mesa. Há muitos tipos diferentes de cães e mesas, mas a simples declaração de que um cão é um cão é verdade.
Todas as calorias têm a mesma propensão a causar ganho de peso?

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Como ganhamos peso? – Calorias Parte I

A partir de hoje teremos a tradução da série de posts do Dr. Jason Fung sobre OBESIDADE (e sua relação com a resistência à insulina).
O Dr. Jason Fung é autor do livro The Obesity Code: Unlocking the Secrets of Weight Loss (https://www.amazon.com.br/Obesity-Code-Unlocking-Secrets-Weight-ebook/dp/B01C6D0LCK/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1465413172&sr=8-1&keywords=obesity+code) e do site Intensive Dietary Management (https://intensivedietarymanagement.com/) 

Eu cresci em Toronto, Ontário, Canadá. Eu fui para a Universidade de Toronto aos 17 anos para iniciar os estudos em Bioquímica. Aos 23, eu terminei a faculdade de medicina na Universidade de Toronto, e comecei a minha residência médica lá.

RESISTÊNCIA À INSULINA: O que aprendemos até agora?



- O que é a resistência à insulina e como ela está associada à Síndrome Metabólica – Post 4

- Que a insulina é um hormônio hipoglicemiante (baixa o nível de glicose no sangue após as refeições), mas é também um regulador chave do metabolismo energético, e é um dos hormônios fundamentais que promovem a acumulação e o armazenamento de gordura no corpo – Post 5

- Como desenvolvemos resistência à insulina – Post 6

- A relação direta entre resistência à insulina e o diabetes – Post7

Como saber se eu tenho resistência à insulina?

Os trechos citados a seguir (em azul) foram extraídos de um texto publicado por Sérgio Veloso em seu site – Fat New World (http://www.fat-new-world.com/2015/11/resistencia-insulina-como-avaliar.html)

Resistência à insulina: como avaliar?

(...)
A glicemia em jejum não é um bom indicador da sensibilidade à insulina e pode ser afetado por vários fatores alheios à homeostase glicêmica. Não é um bom indicador a tolerância periférica aos carboidratos, sendo mais sensível a uma disfunção do metabolismo insulino-dependente no fígado (...) e sinal de um estádio mais avançado de resistência à insulina. (...)
Poderíamos agrupar os testes de sensibilidade à insulina e tolerância aos carboidratos em 2 tipos:
         1.       Parâmetros derivados de testes estáticos: insulina em jejum, índices derivados de parâmetros basais (ex: HOMA-IR e QUICKI)
         2.       Parâmetros derivados de testes dinâmicos – PTGO

terça-feira, 19 de julho de 2016

Filhos REVERTERAM o diabetes do pai


Esses filhos REVERTERAM o diabetes do pai, fazendo-o cortar massas e pão. Então porque é que o NHS [National Health Service – Serviço nacional de Saúde] aconselha o completo oposto?


• Geoff Whitington lutou com o diabetes tipo 2 durante mais de 10 anos

• O pai de 62 anos estava acima do peso e corria o risco de uma possível amputação da perna

• Devastados por sua falta de vontade de viver, seus filhos Ian e Anthony entraram em ação

Por Tanith Carey para o Daily Mail