domingo, 13 de agosto de 2017

Qual a melhor dieta para resistência à insulina?

Texto original de Lissandra Bischoff

Qual a melhor dieta para quem tem resistência à insulina?
Já que sabemos que uma dieta com baixo de teor de carboidratos dá melhores resultados e pode, inclusive reverter quadros de resistência à insulina, pré diabetes e diabetes tipo 2. Mas quão baixo deve ser esse teor de carboidratos? Essa é uma dúvida recorrente. Então vamos tentar analisar.
Aqui (http://www.marksdailyapple.com/25-ways-to-improve-your-insulin-sensitivity/) Mark Sisson fala a respeito de 25 maneiras de melhorar sua resistência à insulina, entre elas:
“Tenha uma alimentação com baixo teor de carboidratos, mas não muito baixo.
Hã? Reduzir o carboidrato não é o melhor e mais eficaz caminho para a sensibilidade à insulina? Parcialmente, porque muitas vezes é a maneira mais fácil de perder peso. A redução de carboidratos pode e geralmente melhora a sensibilidade à insulina. Mas quando você está se alimentado com uma dieta muita baixa em carboidratos (very low carb – cetogênica), baixa o suficiente para começar a depender principalmente de cetonas e ácidos graxos livres para energia, seus tecidos periféricos entram em um estado de resistência à insulina para preservar a glicose para as partes do cérebro que a demandam. Isso é normal, e enquanto você não estiver comendo uma dieta rica em gordura e alta em carboidratos, essa resistência fisiológica à insulina não deve prejudicar.”

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Uma nutricionista explica porque você não deveria eliminar o açúcar (#SQN)

A Dietitian Explains Why You Shouldn’t Give Up Sugar
by Tom Naughton


Eu vi um debate no Facebook recentemente, em que uma mulher advertindo sobre os horrores da gordura-saturada-que-entope-artérias! respondeu a alguém que questionava seus conselhos com você sabe que está discutindo com uma nutricionista registrada, não é?
Uma nutricionista registrada?! Oh, meu Deus. Falaram os infalíveis.
Um apelo à autoridade é um argumento fraco, especialmente quando a autoridade que você está apelando é você mesmo. E, claro, sempre que eu leio, sou uma nutricionista registrada, não posso deixar de interpretar isso como obtive um diploma ao replicar o que me ensinaram em um currículo elaborado e financiado pelos fabricantes de alimentos industriais.
Há alguns bons nutricionistas aí fora. Infelizmente, também há muitos palermas com o impressionante título de nutricionista registrado. Lembrei-me disso hoje, quando um leitor enviou um link para um artigo intitulado A Month Without Sugar-One Dietician’s Day-by-Day Tell-All [Um mês sem açúcar – o dia a dia detalhado de uma nutricionista]. Vejamos algumas citações.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Uma nutricionista vegana faz uma análise do "What The Health"

A Vegan Dietitian Reviews “What the Health”
by Virginia Messina, MPH, RD

Repetidos tropeços e má ciência fazem com que o What The Health seja impossível de se recomendar

Como uma profissional de saúde vegana, às vezes me sinto mortificada em estar associada com a ciência lixo que permeia nossa comunidade. E, como ativista dos direitos dos animais, me sinto abatida por esforços de defesa que podem nos fazer parecer cientificamente analfabetos, desonestos e ocasionalmente como um culto de teóricos da conspiração.
Há um movimento crescente para criar uma abordagem mais honesta e baseada em evidências para a nutrição vegana, no entanto. E aqueles de nós que valorizam esse esforço precisam ser uma presença mais visível na comunidade dos direitos dos animais. Não podemos permitir que nossas vozes sejam afugentadas pelo ruído pseudocientífico. Precisamos que o mundo não vegano saiba que é possível apoiar os direitos dos animais, ao mesmo tempo em que adota a integridade científica.
É nesse espírito que me aventuro na discussão sobre o mais novo documentário sobre alimentação à base de plantas, What The Health.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

As hipóteses do colesterol e das calorias estão ambas mortas - é hora de focar no real culpado: a resistência à insulina

The cholesterol and calorie hypotheses are both dead — it is time to focus on the real culprit: insulin resistance
by Maryanne Demasi, Robert H Lustig, Aseem Malhotra


Evidências emergentes mostram que a resistência à insulina é o preditor mais importante de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2.

A redução agressiva do colesterol de baixa densidade (LDL-C) tem sido a pedra angular da cardiologia preventiva há décadas. As estatinas são amplamente utilizadas como a solução para a prevenção da doença cardíaca devido à sua capacidade de reduzir os níveis de LDL-C, um “marcador substituto” de doenças cardiovasculares (DCV). De fato, as estatinas são uma das classes de drogas mais amplamente prescritas no mundo. Mas esse fenômeno levanta duas questões: se justifica o entusiasmo pela redução agressiva do LDL-C?; e a farmacoterapia é superior à intervenção do estilo de vida?

quarta-feira, 28 de junho de 2017

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Minha experiência com as frutas

Texto original de Lissandra Bischoff

Eu sei que esse assunto é polêmico... Frutas.
Tem os radicais de um lado, dizendo que frutas aumentam a glicemia, a insulina, engordam e têm muita frutose, que tem relação com fígado gorduroso. No outro extremo temos aqueles que defendem o consumo (e até o aumento do consumo) de frutas, dizendo que são ótimos alimentos, cheios de nutrientes, vitaminas, etc., e de baixa caloria.
Onde eu me encaixo nisso? Nem em um, nem em outro extremo. Eu estou numa área cinzenta no meio que diz “tudo depende”...
Eu estudo muito sobre o assunto e costumo testar as teorias, dietas, etc., em mim mesma para ver como meu corpo reage. Eu acredito muito na INDIVIDUALIDADE.
Então, vamos por partes...

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Protein Sparing Modified Fast (PSMF)

NUTRITIOUS PROTEIN SPARING MODIFIED FAST DIET FOODS
by Marty Kendall


O Protein Sparing Modified Fast (PSMF) [a tradução livre seria algo como “jejum modificado que preserva a proteína”] é considerado por muitos como a maneira mais eficaz de perder gordura, evitando a perda de massa muscular magra e o rebote de compulsão alimentar devido a deficiências nutricionais.
Desenvolvido pela primeira vez na década de 1970, o PSMF viu várias mudanças nas clínicas de perda de peso e na comunidade body building.
Embora os detalhes variem dependendo do contexto, um PSMF é uma dieta restrita de energia com proteína adequada, enquanto restringe os carboidratos e a gordura.
Tecnicamente, o PSMF será uma dieta cetogênica porque uma quantidade significativa de gordura corporal será queimada devido à ingestão de energia restrita.
Proteína adequada é proporcionada para evitar a perda de massa muscular magra. Os suplementos são frequentemente utilizados para prevenir deficiências nutricionais.